Amantes Da Ferrovia

Apaixonados por trem

Prezados, achei interessante compartilhar opinião do Serra sobre o debate... Gostaria de deixar claro apenas que não sou a favor ou contra qualquer político ou partido. O texto levanta algumas questões...

Abraços!

 

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Um trem alucinado :: José Serra

O projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) entre São Paulo e Rio de Janeiro, o trem-bala, poderia ser usado em cursos de administração pública como exemplo do que não se deve fazer. Foram cometidos vários erros básicos nos estudos preliminares - parecem deliberados, de tão óbvios.

 

Em primeiro lugar, foi superestimada a demanda de passageiros - e, portanto, a receita futura da operação da linha - em pelo menos 30%.

 

O TAV tampouco custaria R$ 33 bilhões, como dizem, e sim mais de R$ 60 bilhões. Isso porque não incluíram reservas de contingência, não levaram em conta os subsídios fiscais e subestimaram os custos das obras, como os 100 km de túneis, cujo custo foi equiparado aos urbanos. Esqueceram que os túneis para os TAVs são bem mais complexos, dada a velocidade de 340 km por hora dos trens; além disso, longe das cidades, não contam com a infraestrutura necessária, como a rede elétrica, por exemplo.

 

Foram ignoradas também as intervenções necessárias para o acesso às estações do trem, caríssimas e não incluídas naqueles R$ 60 bilhões. Imagine-se o preço das obras viárias para o acesso dos passageiros que fossem das zonas sul, leste e oeste de São Paulo até o Campo de Marte!

 

O último leilão do TAV fracassou não porque os empresários privados não gostem de receber subsídios ou o governo do PT seja refratário a concedê-los. Ao contrário! Até os Correios e os fundos de pensão de estatais podem ser jogados na aventura. Acontece que o projeto é tão ruim que o ponto de convergência se tornou móvel: afasta-se a cada vez que parece estar próximo.

 

Apesar de tudo, o governo vai insistir, anunciando agora duas licitações: uma para quem vai pôr o material rodante, operar a linha e fazer o projeto executivo da segunda licitação, na qual, por sua vez, se escolheria o construtor da infraestrutura. Este seria remunerado pelo aluguel da obra concluída, cujo inquilino seria a empresa operadora, bem como pelo rendimento da outorga que essa empresa pagou para vencer a primeira licitação. Entenderam? Não se preocupem. Trata-se de uma abstrusa mistificação para, de duas, uma: encobrir o pagamento de toda a aventura pelos contribuintes ou fazer espuma para que o governo tire o time sem dizer que desistiu.

 

A alucinação que cerca o projeto do TAV fica mais evidente quando se pensa a questão da prioridade. Imaginemos que pudessem ser mobilizados recursos da ordem de R$ 60 bilhões para investimentos ferroviários no Brasil.

 

Que coisas poderiam ser feitas com esse dinheiro? Na área de transportes de passageiros, R$ 25 bilhões de novos investimentos em metrô e trens urbanos, beneficiando mais de 3 milhões de pessoas por dia útil em todo o País: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte, Rio, Goiânia, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza... Sabem quantas o trem-bala transportaria por dia? Cerca de 125 mil, numa hipótese, digamos, eufórica.

 

Na área de transportes ferroviários de carga, os novos investimentos atingiriam R$ 35 bilhões, atendendo à demanda interna e ao comércio exterior, conectando os maiores portos do País aos fluxos de produção, aumentando o emprego e diminuindo o custo Brasil. Entre outras linhas novas, que já contam com projetos, poderiam ser construídas a Conexão Transnordestina (Aguiarnópolis-Eliseu Martins); a Ferrovia Oeste-Leste (Figueirópolis-Ilhéus); a Centro-Oeste (Vilhena-Uruaçu); o trecho da Norte-Sul de Açailândia a Barcarena, Porto Murtinho a Estrela d"Oeste; o Ferroanel de São Paulo; o corredor bioceânico ligando Maracaju a Cascavel; Chapecó-Itajaí, etc. Tudo para transporte de soja, farelo de soja, milho, minério de ferro, gesso, fertilizantes, combustíveis, álcool, etc. É bom esclarecer: o trem-bala não transporta carga.

 

Além de ter sido vendido na campanha eleitoral como algo "avançado", o TAV foi apresentado como se o dinheiro e os riscos fossem de responsabilidade privada. Alguém acredita nisso hoje?

 

Inicialmente, segundo o governo, os recursos privados diretos não cobririam mais de 20% da execução do projeto. E isso naquela hipótese ilusória de R$ 33 bilhões de custo. Outros 10% sairiam do Tesouro Nacional e 70%, do BNDES, que emprestaria ao setor privado, na forma do conhecido subsídio: o Tesouro pega dinheiro a mais de 12% anuais, empresta ao BNDES a 6% e a diferença é paga pelos contribuintes. Com estouro de prazos e custos, sem demanda suficiente de passageiros, quem vocês acham que ficaria com o mico da dívida e dos subsídios à tarifa? Nosso povo, evidentemente, por meio do Tesouro, que perdoaria o BNDES e bancaria o custeio do trem.

Há outras duas justificativas para a alucinação ferroviária: os ganhos tecnológicos e ambientais! A história da tecnologia é tão absurda que lembra os camponeses do escritor inglês Charles Lamb (num conto sobre as origens do churrasco), que aprenderam a pôr fogo na casa para assar o leitão. Gastar dezenas de bilhões num projeto ruim só para aprender a implantar e a fazer funcionar um trem-bala desatinado? Quanto vale isso? Por que não aprender mais tecnologia de metrô e trens de carga? Quanto ao ganho ambiental, onde é que já se viu? Como lembrou Alberto Goldman, a saturação de CO2 se dá nas regiões metropolitanas, que precisam de menos ônibus e caminhões e de mais trens, não no trajeto Rio-São Paulo.

 

O projeto do trem-bala é o pior da nossa História, dada a relação custo-benefício. Como é possível que tenha sido concebido e seja defendido pela principal autoridade responsável pela condução do País? Eis aí um tema fascinante para a sociologia e a psicologia do conhecimento.

 

P. S. - A região do projeto do trem-bala onde há potencial maior de passageiros é a de Campinas e Vale do Paraíba, que poderia perfeitamente receber uma moderna linha de trem expresso, com custo várias vezes menor e justificativa econômica bem maior, especialmente se for feita a necessária expansão do Aeroporto de Viracopos.

 

Ex-prefeito e ex-governador de São Paulo

FONTE: O ESTADO DE S. PAULO

Tags: bala, tav

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Respostas a este tópico

O problema das "super obras" no Brasil são os "super faturamentos", fora isto, tudo que se trata de trens tem meu apoio.

Concordo com o Cesar (e com o Serra).

É nas grandes obras que ocorrem os grandes desvios...

Ademais, primeiro, deveríamos recuperar as ferrovias abandonadas e construir um grande anel de integração entre elas, cobrindo boa parte do País.

Depois, implantar e ou ampliar as linhas de metrô em todas as capitais.

Por fim, se houvesse necessidade de uma ligação ferroviária SP-RJ, o Serra tem razão: um trem expresso seria mais barato e mais útil.

O trem-bala seria deficitário, com pasagem mais cara e, obviamente, mais lento que a ponte aérea.

Mas, com um trem expresso, com pasagem mais acessível, ele poderia conquistar muitos clientes da ponte-aérea, ajudando a desafogar nossos aeroportos. Ademais, por mais singelas que sejam as acomodações de um carro de passageiros, ainda são muito melhores que as apertadíssimas poltronas dos aviões!

Abraços e parabéns pela abertura do tópico.

JL

Perfeitas vossas colocações, Rosane.

Seria ótimo para o País, mas desde que rentável e bem conduzido todo o projeto.

Abraços.

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definizione Belissima accettato il mio invito Enio

Cá em Portugal o processo para implantação do trem-bala teve início nos anos 80, e não será concluído no prazo previsto.

Em Portugal, diversos estudos existentes foram consolidados através da criação da RAVE (Rede Ferroviária de Alta Velocidade) em 2004, para a implantação de dois eixosprincipais: Lisboa-Porto- Vigo e Lisboa-Elvas-Madrí. Compartilhando os investimentos ferroviários com a Espanha, o principal objetivo é a integração dos dois países namalha comunitária de alta velocidade européia. Cada concessionário será somente responsável pela construção emanutenção da infraestrutura, uma espécie de “operador de infraestruturas”, por onde circularão vários operadores europeus de trens de alta velocidade (TAVs).

Os dois trechos a serem construídos têm 292 e 203 km de extensão – para um total de 650km, além da nova ponte sobre o Tejo com 7,5 km de comprimento. Informações governamentais indicam que foram realizados levantamentos exaustivos do território, seleção de alternativa ambiental mais favorável, compatibilização entre as características técnicas do traçado de alta velocidade e elaboração do projeto executivo detalhadodas linhas Por que motivo a execução do projeto já está atrasada? Alguns especialistas acreditam que a razão principal seja a complexidade do modelo de implantação proposto. Serão escolhidos vários consórcios, em vez de selecionar um único parceiro privado para financiar, construir, manter, comprar o material rodante, e operar cada um dos trens-balas. Quatro consórcios construirão e realizarão amanutenção das vias; outros grupos operarão os trens, comprados pelo governo português sucede em Portugal  o governo lançou as duas PPPs financiadas por fundos da União Européia (50%) e do Banco Europeu
de Investimentos, a longo prazo comtaxasde juros subsidiadas. O governo assumirá o risco de demanda, a exemplo do que faz com as rodovias pedagiadas (sistema Scut). A concessionária registra o numero de usuários – todos gratuitos – e apresenta a conta ao poder concedente,pelo sistema denominado “pedágio virtual” ou “shadow toll”. Estima-se que o governo pague anualmente 7 bilhões de Euros, que seriam suficientes para construir, todos os anos, dois aeroportos, como o projeto do novo mega-aeroporto de Lisboa, em Alcochete, por exemplo esta despesa assumida por todos os contribuintes portugueses, e não somente pelos usuários das rodovias, é uma das principais fontes do crescente déficit fiscal. Existem estudos para transferir o pedágio para os usuários, como ocorre no  em muitos outros países, mas tem faltado coragem política aos dirigentes lusitanos agora compreendo porque os empresários portugueses e internacionais estão interessados nos  trens-balas do Brasil. só não entendi ainda  por que antigos ministros de Obras Públicas, do governo (PS) e da oposição (PSD), que elaboraram projetos tão estimulantes e úteis para a população brasileiras saem do governo e vão imediatamente dirigir grandes empreiteiras e concessionárias de infra-estruturas, sem respeitar uma “quarentena” ética desejável. Dizem que um ex- ministro socialista, saído recentemente do governo, já preside uma grande empreiteira portuguesa que começou a comprar estradas pedagiadas no Estado de São Paulo!
"MARAVILHA"



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FMI avisa que Portugal vai entrar em recessão

Sì, Manoel Antonio poprtugal Pereira è il nuoto in denaro per formare tewr treno ad alta velocità TAV?

Se as últimas medidas de austeridade forem aplicadas, a economia portuguesa vai entrar em recessão no próximo ano, contraindo 1,4%.

O aviso foi deixado hoje pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) na apresentação do seu World Economic Outlook, em Washington.

Esta ainda não é a previsão que consta no relatório - que aponta para uma estagnação em 2011 - já que as medidas mais recentes "não foram consideradas", explicou Jörg Dressing, director assistente do departamento de research do FMI. "Mas estas medidas terão um efeito grande", reconheceu o director, acrescentando que representam cerca de "3% do PIB".

Ainda assim, o FMI apoia a decisão do Governo de intensificar os cortes no défice. "Portugal está sob muita pressão e por isso aplaudimos a decisão do Governo", garantiu Dressing. É que Portugal faz parte do grupo de países que não tem margem para fazer uma consolidação mais calma, que lhe permitisse proteger a economia da recessão.

Há uma verdade que deve ser dita: Portugal gasta em cada ano muito mais do que aquilo que produz.

Sì Rosane mentre Rizzi in Brasile ...

O desequilíbrio das  contas Basileiras externas é velha e Portugal é um caso para ser estudado daqui a uns anos. Haverá no entanto um qualquer ouro do Brasil que irá restabelecer o equilíbrio das contas legais. Há muito tempo Medina Carreira vem clamando em todas as suas intervenções públicas que um país que gasta mais do que produz tem o futuro comprometido. O discurso do Prof. Cavaco Silva está atrasado e não se crê que vá produzir qualquer efeito. Senão alarmar para algo que é óbvio e nada importa colectivamente bastando olhar á volta e identificarmos a origem do que consumimos desde os alimentos que comemos, aos vestuário que usamos, ás viaturas em que nos deslocamos, aos equipamentos que produzem, ao crédto que obtemos depois que poucos aforram, até finalmente aos combustíveis que gastamos. O alarme corresponde a um facto mas a culpa do governo não chega a tanto quando sabemos que os nossos empresários pouco investem na produção e quando fazem-no exibem uma despudorada subsídio-dependência. Culpa de quem? De todos nós colectivamente que vamos indo contentes e felizes a caminho do futuro como bons consumidores e elogiando as virtudes do mercado que cria virtuosos empregos.

Isto devia ser salientado pelo governo e estimulada a sua correcção com atitudes encorajadoras.

O projeto TAV brasileiro  cultiva apenas o sucesso de fachada.

 

O governo decidiu arriscar mais R$ 45 bilhões do contribuinte para garantir e subsidiar as obras do trem-bala e criar um seguro para outros projetos de infraestrutura financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A nova ameaça está contida na Medida Provisória (MP) n.º 511, assinada na sexta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Se os parlamentares quiserem prestar um serviço ao País, o melhor será rejeitar imediatamente essa MP, contestando sua urgência. Mas para isso será necessário que os congressistas estejam atentos e empenhados em cumprir sua função. Sem isso, o brasileiro comum - pagador de impostos e dependente de serviços públicos essenciais - ficará mais uma vez sujeito a ver o seu dinheiro entrar pelo ralo das despesas mal concebidas e arbitrárias.

A MP autoriza a União - isto é, o Tesouro Nacional, abastecido com impostos - a garantir o financiamento de até R$ 20 bilhões à empresa concessionária do trem de alta velocidade entre Campinas e Rio de Janeiro. A empresa poderá oferecer ações como garantias ou vincular receitas ao contrato de financiamento. Em suma, a segurança do Tesouro poderá consistir em papéis de valor imprevisível neste momento, ou até duvidoso, ou em receitas possivelmente inferiores às previstas no projeto. Se o BNDES fizer um mau negócio, o contribuinte pagará. Essa hipótese seria menos preocupante se especialistas nacionais e estrangeiros não houvessem posto em dúvida a viabilidade econômica do trem-bala.Mas a hipótese de receita bruta inferior à apresentada na proposta do vencedor da licitação é levada em conta na MP. Se isso ocorrer, também não haverá problema. O Tesouro poderá conceder subvenção de até R$ 5 bilhões para ajuste de taxa de juros. Mais uma vez a conta será enviada, é claro, ao pagador de impostos, essa fonte generosa de recursos para todos os projetos irresponsáveis e toda a gastança do governo federal

O governo simplesmente resolveu embarcar no projeto do trem-bala, sem uma ampla discussão do assunto, apesar das dúvidas levantadas por pessoas competentes. Resolveu porque resolveu, assim como comprometeu o Brasil com os pesados investimentos necessários à Copa do Mundo sem levar em conta os custos e as prioridades. Apesar de todas as promessas, dinheiro público será aplicado nesses projetos, quase certamente sem retorno econômico.

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"ACORDA BRASILEIROS"

TAV  projeto mais destruidor  do capitalismo

[Portugal] Crônica da Jornada Contra o TGV


Jornada contra o TGV portugal

Realizou-se no dia 18 de dezembro, no Largo da Severa, Mouraria, em Lisboa, a “Jornada Contra o TGV”, uma sessão de debate e informação sobre "O projeto do Trem de Alta Velocidade em Portugal e a necessidade de o parar" e "Experiências de luta na Itália e no País Basco contra o TGV".

Cerca de 60 pessoas, de diversas partes do país animaram uma tarde de debate e informação em que as lutas contra o TGV no Vale de Susa, região de Turim, na Itália, e no País Basco, foram relatadas na primeira pessoa, através de companheiros e companheiras intervenientes nessas lutas.

Em particular, a luta contra o TGV, no País Basco, intimamente ligada às populações locais, as dificuldades da luta libertária, decorrentes da repressão brutal do Estado, potenciada pela atuação da ETA, foram comparadas com a luta no Vale de Susa, uma luta que dura já 20 anos, impedindo, de fato, a construção do TGV, pois as obras têm sido impedidas, há mais de cinco anos. Uma luta exemplar, já que as populações têm se organizado de forma libertária, informal, sem controle de nenhuma espécie, aí residindo a sua força e eficácia, segundo os companheiros italianos.

Outro aspecto interessante na riqueza desta luta é como ela transbordou o Vale de Susa e como se interligou numa rede de apoio-mútuo com outras lutas em toda a Itália, seja contra a energia nuclear, seja no âmbito antimilitarista ou contra incineradoras (lixões) e outras mais.

A luta expande-se assim como o TGV. Atualmente uma luta inicia-se em Stuttgart, na Alemanha. E o projeto do TGV atravessou oceanos e promete instalar-se no Brasil, ligando o Rio de Janeiro a São Paulo e Campinas (http://www.tavbrasil.gov.br/). Quando este projeto bilionário estiver implantado, o Brasil será o único país da América do Sul a ter um trem de alta velocidade.

A importância da luta contra o TGV em Portugal, cujas obras vão ser brevemente iniciadas, um dos projetos mais destruidores que o capitalismo concebeu para a região portuguesa, foi por demais salientada.

Foi referido, também, o impacto que este projeto desenvolvimentista provocará no meio ambiente e nas vidas de todos, a atualização do sistema de miséria, o controle social, a transformação do território, a militarização das ruas e a urbanização desenfreada nas cidades, vilas e aldeias por onde passa a Alta Velocidade.

Como balanço, ficou a consciência de que lutar contra o TGV é apenas o início de uma luta mais ampla contra o desenvolvimento do Capital e muitos outros dos seus projetos.

Emília Cerqueira

[A seguir folheto distribuído antes e durante a Jornada Contra o TGV.]

O TGV não vai passar por aqui porque nós não vamos deixar!

RAVE: em alta velocidade a destruir tudo por onde passa

O projeto do trem de alta velocidade (TGV ou TAV; em Portugal foi nomeado RAVE – Rede de Alta Velocidade) vai começar a ser construído entre Lisboa e Caia, na fronteira com Espanha, para a partir daí continuar até Madri. A sua construção é uma imposição, independentemente das pessoas afetadas, da sua vontade e do seu bem-estar. As expropriações por parte do Estado já começaram.

A discussão sobre este projeto tem sido, até hoje, meramente política: partidos e organizações sentam-se à mesa de negociações e regateiam onde, quando e como será este projeto levado em frente. O seu interesse não está em parar este projeto de morte, mas em decidir qual será a forma mais vantajosa de construí-lo, e em que momento será economicamente mais aceitável. Mesmo aqueles que estão sinceramente contra a construção do TGV, a nosso ver até hoje não apresentaram nenhuma forma concreta de resistência e ataque a este projeto que o possa efetivamente parar.

Nesta discussão política, todos os fatores entram em consideração, exceto um: a nossa vontade de viver e circular livremente e de destruir os planos que sufocam a nossa vida e os lugares onde vivemos.

É por isto que pensamos que a resistência ao TGV deve ser tentada através de uma luta anti-política, uma luta que ponha em prática os nossos desejos, necessidades e vontades reais, e que verdadeiramente consiga pôr um travão no avanço da morte. Esta luta, além de recusar a negociação com aqueles que nos tentam impor vidas que não queremos, deve ser uma luta de ataque e não de simples resistência, ou seja, deve tomar a iniciativa e agir da maneira que cada um achar melhor, tendo como alvo as obras do TGV, estações e acessos, assim como as empresas e instituições envolvidas na sua construção/exploração/financiamento.

Porque é que o TGV é um projeto de morte?

Porque a sua construção vai destruir centenas e centenas de quilômetros de floresta, montanha, planície e terrenos de cultivo, assim como milhares de casas, palheiros, fontes e cursos de água.

Porque, como a linha inclui barreiras em todo o seu comprimento, vai separar fisicamente pessoas que fiquem a viver em lados diferentes da linha e pessoas dos seus locais de trabalho, passeio, namoro, etc...

Também os animais vão deixar de poder cruzar os campos, dado que vão deparar-se com uma barreira intransponível à sua frente.

Porque vai causar um barulho ensurdecedor de cada vez que um trem passar, com todos os riscos para a saúde psicológica que isso acarreta.

Porque as crianças e pessoas com um espírito rebelde que desejem atravessar o campo onde sempre o fizeram vão ascender as barreiras de proteção, recusando na prática a imposição de barreiras no seu caminho, e por isso a ameaça que a RAVE lhes coloca é a de atropelamento ou eletrocussão.

Porque querem enterrar para sempre a beleza daquilo que é a viagem, daquilo que se vê, ouve e sente no espaço e tempo que percorremos entre um local e o outro.

Porque a sua existência serve unicamente os interesses das máfias construtoras, políticas, dos banqueiros, dos grandes donos de terras e dos empreendimentos turísticos. E nós estamos fora e contra todas elas. Porque quem o vai utilizar majoritariamente são as elites políticas, econômicas, patronais e turísticas da Europa: e para dizer a verdade estamos fartos de elites e das suas ordens, e dá-nos asco a idéia de vê-los atravessarem-se no nosso campo de visão.

Porque a visão de um monstro de metal a rasgar os campos ofende os nossos sentimentos mais íntimos de amor pela terra, pelo espaço e de uns pelos outros. É como ver a destruição sobre linhas de trem a romper em alta velocidade as nossas memórias e os nossos sonhos.

Quem está contra o TGV?

• Os partidos da direita, que nos parece serem contra o TGV apenas porque estão na oposição e é isso que a oposição faz: opor-se ao governo. De fato, as questões que têm levantado são meramente acerca da pertinência deste projeto no dia de hoje, devido à falta de dinheiro. Ou seja, não são verdadeiramente contra o TGV, o seu interesse é simplesmente o de serem eleitos e com isso decidirem eles quando é que o vão construir e quais as máfias que preferem beneficiar.

• Os ecologistas, que se pautam pela indecisão, sendo que há os contra o TGV porque vai destruir muitos hectares de floresta, ao mesmo tempo que há os a favor do TGV porque supostamente é um meio de transporte não poluente. Aos primeiros reconhecemos a sua sinceridade, mas lamentamos as formas de resistência que até hoje foram propostas e que normalmente propõem, e que têm a haver com manifestações inócuas que nada atacam, ações simbólicas que infelizmente fazem rir os nojentos líderes que nos querem impor determinados projetos, e abaixo-assinados que simplesmente procuram o reconhecimento e a negociação com aqueles que nos estão a lixar. Aos segundos, além de querermos perguntar como é possível uma obra desta envergadura e materiais envolvidos serem considerados “não poluentes”, há uma questão para nós mais fundamental: ao enaltecerem as razões ambientais esquecem toda a questão social e de classe, ou seja, o fato de um projeto deste tipo destruir completamente relações e formas de vida e despedaçar ainda mais cada indivíduo por ele atingido, e que aparentemente nada pode fazer face a tamanha monstruosidade.

• Os pacifistas e humanistas, que até podem ser contra a construção do TGV, mas ao serem pela não-violência são também contra a idéia de ataque, e dessa forma deixam descansadas todas as empresas e instituições interessadas na construção do TGV.

• Por fim, há todos os outros onde nos incluímos que, sem interesses políticos nem ideologias que bloqueiem a sua ação, têm todas as razões para tentar de fato travar este projeto de morte, e um vasto leque de ferramentas ao seu dispor que poderão ser experimentadas.

Uma possibilidade

Através da auto-organização e da ação direta de todos os que verdadeiramente desejam travar a imposição da morte poderemos fazer descarrilar este projeto.

Nesta luta que recusa a lógica do progresso, do patriotismo e do parlamentarismo, estaremos lado a lado com aqueles que agirem de forma honesta, decidida e concreta contra este projeto que nos quer roubar mais um pedaço das nossas vidas. E recusaremos qualquer diálogo com quem o pretende levar avante; não há diálogo com quem tenta impor a destruição das nossas vidas.

Juntos podemos destruir a RAVE!

Leilão do Trem de Alta Velocidade deve ser adiado novamente

 "Há pedidos de adiamento de dois a seis meses.

Karla Mendes e Lu Aiko Otta - O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA

 

Aumentam a cada dia os sinais de que o governo vai mesmo adiar pela segunda vez o leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV), previsto para 11 de abril. Ontem, a direção dos Correios iria decidir se a estatal entraria como sócia na construção do trem-bala. Porém, a possibilidade de adiamento do leilão retirou a proposta da pauta do conselho de administração dos Correios.

Uma fonte revelou ao Estado que a decisão foi tomada depois de o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ter informado aos Correios que era "muito provável" que houvesse adiamento do processo de licitação, razão pela qual a ECT recuou e vai aproveitar a prorrogação para estudar melhor o projeto.

Segundo outra fonte, o adiamento do leilão do TAV faz todo sentido, tendo em vista a viagem da presidente Dilma Rousseff, em 11 de abril, para a China. Isso porque os chineses ainda teriam interesse em participar do projeto brasileiro e a ida da presidente àquele país facilitaria a avaliação sobre o negócio. O diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, indicou, porém, que os chineses preferem participar como construtores ou fornecedores.

Pressões. E a pressão pelo adiamento da licitação só faz crescer. Figueiredo informou ao Estado que, com exceção dos coreanos, todos os interlocutores que importam para a construção do trem-bala pediram adiamento do leilão. A ANTT recebeu um pedido de adiamento formal da francesa Alstom, fornecedora de equipamentos, e um documento da Coreia solicitando a reavaliação de alguns itens do edital.

A Ad-Trem, que agrega os fabricantes de trens, a Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer) e outras quatro entidades também formalizaram pedido de postergação do leilão.

A espanhola Talgo foi outra que pediu novo prazo. "Precisamos de tempo para formar um grupo (para concorrer). É o maior projeto de alta velocidade do mundo", ressaltou João Constantino Meireles, diretor da Talgo. O ministro dos Transportes do governo alemão também pleiteou o adiamento ontem em reunião com o colega brasileiro, Alfredo Nascimento.

O diretor da ANTT pretende encaminhar hoje ao ministro um relatório sobre todas as solicitações de mais prazo e uma avaliação dos prós e contras de um adiamento. "O ministro decide no início da semana que vem."

Figueiredo não confirmou se julho seria a nova data mais provável para o leilão. "Há pedidos de adiamento de dois meses, de seis meses, e isso tudo será analisado", informou. "Vamos fechar uma avaliação do mercado e sobre o que significaria adiar ou não adiar e levar ao ministro."

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Mauricio grato

ANTT adia novamente leilão do trem-bala

Redação SRZD | Nacional | 07/04/2011 17h54 

 

 

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) anunciou nesta quinta-feira que o leilão do trem de alta velocidade (TAV), denominado trem-bala, que fará ligação entre as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, foi adiado para o dia 29 de julho. As propostas devem ser apresentadas até o dia 11 de julho.

De acordo com o diretor-geral do agência reguladora, Bernardo Figueiredo, o adiamento atende ao pedido das empresas interessadas na prorrogação do prazo para que possam fechar acordos comerciais e financeiros.

O leilão do trem-bala já tinha sido adiado. A licitação foi marcada inicialmente para 16 de dezembro, mas foi transferida para 29 de abril. A entrega das propostas pelos participantes estava prevista para a próxima segunda-feira.

O trem de alta velocidade pertence ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e tem custo estimado de R$ 33 bilhões.

Não passamos de uma republiqueta, rica, mas republiqueta.

TGV ou qualquer outra que envolva o bolso do contribuinte, deve passar pelo congresso. Mas qual congresso? O que será formado pelo palhaço Tiririca, Romário e etc., ou o que foi pego em gravação antes da legislatura começar acertando a volta dos bingos? Quem no congresso tem a devida capacidade para compreender que gerações futuras serão prejudicadas por um(?) projeto megalomaníaco e se importar com isso? A oposição adesista? Estes senhores estão tão e somente preocupados(chover no molhado!) com seus interesses e nada mais.

o Brasil aboliu a monarquia mas não a corte!

Não é só o trem-bala, mas todos os outros modais de transporte de massa são subsidiados.Quem contrói aeroportos, portos é integralmente o Poder Público (ainda q a operação possa ser objeto de concessão).Nesse aspecto, não há nada de especial ou peculiar com o trem-bala.Mas a prioridade desse investimento agora é altamente discutível – p/ dizer o mínimo.

 Trabalhadores das grandes áreas metropolitanas do país gastam de três a quatro horas por dia nos deslocamentos entre casa e local de trabalho. Mais de de 50% dos domicílios brasileiros não dispõem de saneamento básico. Estima-se que seriam necessários transferir recursos estatais na ordem de R$ 270 bilhões para sanar esses graves problemas O pior do trem bala brasileiro é que ele é totalmente dispensável. Não nem de longe prioridade, O trânsito de cargas é um assunto muito mais importante que um trem de alta velocidade que só irá existir por motivos publicitários.

O projeto TAV é caro arriscado levará anos para se desenvolver e construir exige investimento público substancial e é longo o tempo em que o governo deverá manter o subsídio, portanto, é preciso deixar muito claro para o contribuinte em quais bases os agentes públicos determinaram a viabilidade econômica do projeto os custos de compra dos trens não estão incluídos ou seja, se tudo correr bem e nada der errado, o que é certo é que a venda de bilhetes venha a cobrir os custos operacionais, os custos de construção terão que ser assumidos pelo Estado, talvez isso explique a ausência de interessados na licitação do nosso trem, não conheço o edital. O sistema será privado? Ou será criada uma Tavbras?
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Pedro è molto buono anche quello che succede qui in Italia governatorati amore al lavoro, al fine di inaugurare placche di bronzo monumentale con i loro nomi

Como informa o Código de Conduta de nosso site:


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Já te alertamos sobre esse assunto, afinal além de o conteúdo ficar duplicado no Clube, os usuários que postaram determinadas informações estão enviando...

Muito Bem Rosane Rizzi já tinha aberto um tópico para o trem bala????????

Almanaque Geral Ferroviário RR: - Trem Bala – Aumento da Dívida Pública e do Déficit Púbico.

http://www.amantesdaferrovia.com.br/forum/topics/almanaque-geral-fe...

Artigo: Trem-bala de grosso calibre

21/07/2011 - O Estado de S.Paulo

*Roberto Macedo é economista (UFMG, USP e Harvard), professor associado à FAAP, é consultor econômico e de ensino superior

Há um enorme canhão armado pelo governo federal. Tem entre seus alvos as suas próprias finanças e o bolso do contribuinte. A munição tem grosso calibre, de 45 ou mais bilhões de reais, vários a título de subsídios, e é um projétil na forma de trem. A última tentativa de dispará-lo foi no dia 11, quando um leilão de outorga não teve interessados. Felizmente, mas a artilharia governamental já anunciou que vai insistir. Com seus fragmentos, a bala danificaria também a alocação eficiente dos recursos públicos e a equidade social.

Fora do círculo governamental e dos interessados e interesseiros em torno dele, predominam opiniões em contrário. Nos últimos dias, duas interessantes matérias neste jornal trouxeram opiniões de fora do País.

Uma no dia 4, a de Zhao Jian, professor da Universidade de Transportes da China. Eu não sabia da existência de uma universidade desse tipo e seria ótimo se antes de imitar trens-bala - para não variar, o Brasil não tem tecnologia para pôr um deles na linha - copiássemos essa instituição de ensino superior chinesa, para termos melhores projetos de transportes. Temos um Ministério do assunto, mas, a julgar pelo noticiário recente sobre ele, é muito focado em desvios.

Esse professor mostrou que, em seu país, arma semelhante já fez vários disparos. O resultado será "uma crise de dívida", um rombo de US$ 309 bilhões que deve chegar a US$ 618 bilhões em quatro anos, já que "não há muitos trens e passageiros nessas linhas". Trata-se de um importante aspecto da questão, pois é preciso uma grande densidade populacional e econômica para que a vantagem da rapidez de um trem-bala compense seus enormes custos. Como outros, ele aponta a linha Tóquio-Osaka, no Japão, como bem-sucedida. Ela opera na distância de 500 km, em que os trens-bala podem ser competitivos relativamente ao avião, e numa região que concentra 60% da população do país, e ao longo de sua linha estão 64% do PIB nacional. Isso gera uma demanda que permite 160(!) composições por dia, que transportam cerca de 150 milhões de passageiros por ano, o que dá perto de 420 mil por dia. Na China, a linha Zhengzou-Xian também é de 500 km, mas a população tem renda baixa e a densidade demográfica da região não é tão alta como no Japão. Resultado: rodam apenas 11 composições por dia e o preju é elevado.

Ressaltou também Zhao Jian que em distâncias como essa - próxima da do projeto Campinas-São Paulo-Rio de Janeiro - os trens-bala são inadequados no período noturno. De fato, quem saísse de São Paulo à meia-noite chegaria ao Rio perto das 2 da manhã. Para fazer o quê? Aliás, não vi nada sobre como será enfrentada a concorrência dos ônibus interurbanos, que no Brasil funcionam relativamente bem - quase não se veem reclamações - e em larga medida superam essa dificuldade, pois no mesmo exemplo estariam no Rio perto das 5 da manhã.

A outra entrevista veio no dia 17, do professor Richard White, da Universidade Stanford (EUA), autor de livro sobre as ferrovias transcontinentais do seu país (Railroaded, W. W. Norton & Co., 2011). Também tratou das densidades populacional e econômica e adicionou que a viabilidade precisa ser assegurada pela conexão do trem com eficiente rede de metrôs, ônibus e trens de outros tipos. Mesmo uma linha entre São Francisco e Los Angeles, duas cidades grandes e muito ricas, exigiria grandes subsídios, pois a segunda é deficiente quanto a essa rede.
Richard White tocou também na questão social, afirmando que o subsídio a um trem-bala seria justificável se a população ligada ao projeto fosse seguramente beneficiada com menores congestionamentos e ganhos ambientais relativamente a outros meios de transporte, entre outros aspectos. Mas, olhando o Brasil, quem se beneficiaria dos subsídios governamentais a esse trem-bala? Seguramente, o público a ser atendido por ele não seria o maior nem o mais credenciado por critérios como esses.

Numa destinação alternativa, muito mais eficiente do ponto de vista de benefícios econômicos e sociais, mais credenciadas são as populações mais pobres das grandes cidades. São milhões que em condições danosas à saúde se espremem em ônibus, a respirar fumaça nas paradas e no trajeto, ao mesmo tempo que perdem um tempo enorme, que seria mais bem alocado a atividades em benefício próprio, como a educação.

Assim, os metrôs seriam uma aplicação muito mais adequada dos recursos do trem-bala, que permitiram construir uns 200 km de linhas dessa natureza. Mas fazer isso cabe aos Estados, que não têm dinheiro para tanto. Enquanto isso, o governo federal os tem em abundância, a ponto de esbanjá-los em subsídios desse e de outros tipos, vários deles à revelia de seu bom uso, inclusive na sua outorga aos menos necessitados.

Apesar da evidente vulnerabilidade do projeto, o governo seguirá insistindo nele. Conforme o diretor-geral da agência governamental (ir)responsável pela iniciativa, "a União é fiadora dessa equação e vai assumir o risco". Com essa disposição, e fragmentado o projeto para atrair empresas em etapas de sua especialidade, em algum momento haverá leilões bem-sucedidos para o governo, mas desastrosos para quem vai pagar a conta, como o leitor e seus descendentes. E ela não virá apenas de impostos e/ou dívida pública ampliada, mas também da oportunidade perdida de usar melhor os recursos.

Neste mundo globalizado, onde a competitividade é o nome do jogo, o que o Brasil vai ganhar com esse e outros projetos megalomaníacos, ineficientes no seu uso de recursos e socialmente iníquos, como a Copa e a Olimpíada, enquanto permanece carente em áreas como educação, saneamento e infraestrutura em geral? Nesse jogo da competitividade, com seu voluntarismo de más consequências, o governo federal quer agora estender aos trilhos sua prática de confundir competição com exibição.

 

 



Prezados!

 

Peço desculpas pela duplicidade da publicação do tema em outra mensagem. Assumo a total responsabilidade. Realmente procurei e não encontrei no dia. Talvez não o fiz da forma correta. Prometo mais atenção na próxima.

 

Abraços e desculpas

 

Adonai

OK, sem problemas.

Vejam a enquete sobre o assunto em:

 

http://www.enquetes.com.br/popenquete.asp?id=984951

 

Abraços,

JL

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