Amantes Da Ferrovia

Apaixonados por trem

Automóvel é colhido por trem em Pinhais

Fernanda Deslandes e Janaina Monteiro

Anderson Tozato
Motorista do veículo apresentava sinais de embriaguez, segundo bombeiros.

 

Uma mulher morreu e outras três pessoas da mesma família ficaram feridas quando o carro em que estavam foi colhido por um trem, na noite de terça-feira, em Pinhais.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o veículo passou direto no cruzamento e foi arrastado por cerca de 50 metros pela composição férrea, ficando completamente destruído.

A família trafegava em um Escort pela Rua Uganda, no bairro Vargem Grande, a caminho do supermercado, e foi atingida pelo trem na esquina com a Avenida Ayrton Senna, por volta das 21h.

De acordo com os socorristas do Siate, o condutor do veículo, Elias Rodrigues Coelho, 40 anos, apresentava sinais de embriaguez. Ele teve ferimentos leves e até ajudou no socorro à esposa Adriana Regina de Oliveira, 32, que estava no banco do passageiro; à filha Kauane Rodrigues Coelho, 11, e ao sogro, Aparício Honorato de Oliveira, 61. Os dois últimos estavam no banco traseiro.

Todos foram encaminhados ao Hospital Evangélico. Adriana morreu ao dar entrada no pronto-socorro. Elias e Kauane - que praticamente nasceram de novo - receberam alta no meio da tarde de ontem, segundo informou o hospital, por meio de sua assessoria de imprensa. Honorato foi submetido a uma cirurgia durante a madrugada e encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permanece internado em estado grave.

Procedimentos

Em nota oficial, a América Latina Logística (ALL) lamentou o ocorrido e reforçou que a passagem em nível é equipada com placas de sinalização e redutores de velocidade e que o maquinista seguiu todos os procedimentos de segurança ao atravessar o cruzamento.

Ele buzinou e reduziu a velocidade, dando sinal de luz, porém, não conseguiu frear a tempo de evitar a colisão, “uma vez que o motorista não respeitou a preferencial e avançou sobre a linha férrea”.

Ainda de acordo com a empresa, a composição com 80 vagões vazios retornava de Paranaguá e seguia a 40 km/h. Após acionado o dispositivo de freio, o trem leva 500 metros para parar.

 

http://www.parana-online.com.br/editoria/policia/news/519722/?notic...

 

Tags: acidente, batida, cruzamento, pinhais

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Respostas a este tópico

ALBÚM NOTICIAS FERROVIÁRIAS, O acidente em Americana, SP.

http://www.amantesdaferrovia.com.br/photo/albums/album-noticias-fer...

-As famílias e à memória daqueles que faleceram em razão do acidente ocorrido na cidade de Americana, SP, entre uma composição ferroviária e um ônibus urbano.
Que esta fatalidade - absolutamente desnecessária - ao menos sirva para mostrar que o problema não está unicamente na relação do trem com a sociedade, mas simplesmente uma questão que envolve as leis universais da física, quando massa e velocidade estão presentes.
A travessia de uma passagem de nível exige muito mais do que a observação junto à sinalização. Toda aproximação junto ao leito ferroviário deve ser realizada com o máximo de cuidado e atenção. Se necessário, pare o veículo com boa distância, saia dele e avalie o entorno, tanto melhor, em caso de dúvida.
Exagero? As nove vítimas fatais não achariam...
Se fez o que fez com um ônibus, o que dizer com os "distraídos e bem intencionados retratistas ferroviários de fim de semana"?
E as ferrovias precisam realmente criar vergonha na cara e assumir para si a prerrogativa da correta e efetiva sinalização ferroviária reforçada em cruzamentos, independentemente de regras do CNT ou coisa do gênero.
Sinalização de passagens de nível são responsabilidade e interesse da ferrovia e ponto final. Porque o trem não pára. Quem tem de parar são os demais que cruzam. Então, a ferrovia tem a obrigação moral e institucional de garantir esta integridade.
Quando será que o nosso povo vai parar de sucumbir as responsabilidades que lhes são devidas e assumir com grandeza o que lhes cabe?

Concordo contigo.

Abraços.

E ainda vai aparecer algum "imbec..."  dizendo que a culpa é do trem.

LINHA FÉRREA: falta de sinalização gera insegurança:

Entre o bairro Inocoop e Jardim Brasília, mesmo não sendo uma passagem de nível oficializada, dezenas de pessoas cruzam o espaço diariamente

Os dois acidentes envolvendo locomotivas na última semana de fevereiro 2011 colocam em alerta a falta de sinalização e de segurança nas passagens de nível sobre a linha férrea. O primeiro, ocorrido na noite de quarta-feira em Americana, deixou o saldo de nove pessoas mortas e outras 17 feridas. Já na noite de quinta-feira, em Ibaté, uma mulher de 26 anos morreu instantaneamente ao ter o carro atingido por uma locomotiva.
Em Rio Claro, diariamente trabalhadores e estudantes cruzam a linha férrea para muitas vezes cortar caminho no Jardim Inocoop que dá acesso ao bairro Jardim Brasília. Como no local não é uma passagem regulamentada, não existe qualquer sinalização, apenas o apito é acionado assim que os maquinistas percebem a movimentação de pedestres e ciclistas às margens da linha.
"Às vezes passo por aqui para encurtar o caminho, mas sei de pessoas que passam diariamente. Acho que então deveriam abrir uma passagem para os pedestres e colocar uma cancela", fala a ajudante geral Damaris Araújo.
A operadora de produção Raquel da Silva conta que diariamente passa pelo local, ela ainda pega uma estrada de terra ao lado da linha férrea para ter acesso mais rápido ao bairro Jardim Guanabara, onde mora.
"Acho que fechar essa pagassem é muito radical, já que muitas pessoas passam por aqui, o certo é colocar uma cancela e investir em sinais sonoros, para evitar acidentes", diz.
A faxineira Marta da Silva conta que diariamente passa pela linha férrea. Muitas vezes ela ainda caminha ao lado do trilho até o bairro Jardim Centenário. "Sei que é perigoso, mas é um caminho mais curto", conta.
Segundo a Assessoria de Imprensa da ALL (América Latina Logística), responsável pela linha férrea, no local onde não tem passagem de nível o ideal seria a construção de uma passarela. A empresa afirma que, de acordo com o Contrato de Concessão Ferroviária, a responsabilidade pela construção de passarelas para o trânsito de pedestres e automóveis sobre a linha férrea é do governo municipal, cabendo à concessionária exclusivamente o serviço público de transporte ferroviário de cargas.
Outro ponto de passagem de nível, só que desta vez regulamentado, fica defronte ao shopping, no local existem placas de Pare, Cruz de Santo André, sinais sonoros e redutores de velocidade, conforme prevê a legislação. Porém não conta com a cancela.
Segundo a ALL, as cancelas não são itens obrigatórios na sinalização de cruzamentos férreos e não eliminam a necessidade do apito do trem, item fundamental para alertar os motoristas. Embora constituam um adicional de segurança, os equipamentos sofrem constantemente a ação de vândalos e podem apresentar problemas técnicos frequentes. Sendo assim, cada vez mais prefeituras e concessionárias ferroviárias têm optado pelo reforço da sinalização passiva: placas de Pare, Cruz de Santo André, redutores de velocidade, entre outras, para evitar acidentes.
Em relação à sinalização nas imediações da linha férrea, a ALL salienta que, conforme o Regulamento dos Transportes Ferroviários, art. 10, parágrafo 4º, aprovado pelo Decreto 1.832 de 04/03/96, “O responsável pela execução da via mais recente assumirá todos os encargos decorrentes da construção e manutenção das obras e instalações necessárias ao cruzamento, bem como pela segurança da circulação no local”. Portanto, como a linha férrea é anterior à instalação do cruzamento, a responsabilidade é da administração municipal. Mesmo assim, a ALL realiza o reforço na sinalização nos cruzamentos mais movimentados.
Segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, a Secretaria de Mobilidade Urbana e Sistema Viário esclarece que pode providenciar alguma sinalização de apoio nas passagens de nível, como já ocorre na Avenida 13. Esclarece, porém, que a instalação e controle de cancelas é de competência da ALL, responsável pelos horários e trânsito dos trens.


Olá amigo João, assisti a reportagem do infeliz acontecimento, acredito que quando há acidentes envolvendo trens e outros veículos, uma pequena parcela de culpa pode ser atribuída ao maquinista, onde na maioria dos casos há imprudência dos motoristas e pedestres, que pela pressa e o estress diário não respeitam a sinalização de "pare, olhe e escute" e acabam cruzando os trilhos enquanto o trem se aproxima ou atravessando entre os vagões. Quando um acidente ferroviário é vinculado à mídia e há entrevistas, é comum relatos como "o trem não apitou", algo que é dificil de acontecer, o maquinista sabe da responsabilidade que tem, e não colocaria a sua vida e de outros em risco. A foto acima foi de um acidente ocorrido em 2007 na rua Presidente Affonso Camargo esquina com a rua Schiller, na frente do moinho anaconda, onde a imprudência do motorista do ônibus ocasionou a colisão, pois esse trem é o de passageiros que sai diariamente rumo à Morretes, no caso estava claro e o maquinista provavelmente apitou. Abraço.

Também concordo contigo, Gustavo.

E tinha reconhecido esse local.

Dá para ver o moinho, ao fundo.

Mas não sabia desse acidente.

Abraços!

Gustavo Nichele De Mattos disse:

Olá amigo João, assisti a reportagem do infeliz acontecimento, acredito que quando há acidentes envolvendo trens e outros veículos, uma pequena parcela de culpa pode ser atribuída ao maquinista, onde na maioria dos casos há imprudência dos motoristas e pedestres, que pela pressa e o estress diário não respeitam a sinalização de "pare, olhe e escute" e acabam cruzando os trilhos enquanto o trem se aproxima ou atravessando entre os vagões. Quando um acidente ferroviário é vinculado à mídia e há entrevistas, é comum relatos como "o trem não apitou", algo que é dificil de acontecer, o maquinista sabe da responsabilidade que tem, e não colocaria a sua vida e de outros em risco. A foto acima foi de um acidente ocorrido em 2007 na rua Presidente Affonso Camargo esquina com a rua Schiller, na frente do moinho anaconda, onde a imprudência do motorista do ônibus ocasionou a colisão, pois esse trem é o de passageiros que sai diariamente rumo à Morretes, no caso estava claro e o maquinista provavelmente apitou. Abraço.

Mais um caminhão que achou que "dava tempo"...

 

http://www.youtube.com/watch?v=XBEZ-dqU4mw&playnext=1&list=...

 

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