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Concessão da Supervia tem aval do governo do Rio
A SuperVia não cumpriu o contrato de concessão:

O estado da via é péssimo em vários trechos, a sinalização é antiquada, as catenárias estão em péssimo estado em vários trechos, muitos dormentes precisam ser trocados, há um vão ENORME entre os trens e as plataformas em diversas estações, muitas estações estão em péssimo estado, com acessos dificultado e atémesmo as q foram recentemente reformadas (como o Meier e o Eng. de Dentro) estão com problemas, como escada rolantes q não funcionam (e não há uma escada "normal" no local como opção), goteiras e alagamento quando chove (no Eng. de Dentro, na nova passarela de acesso, o piso é escorregadio quando seco, molhado então... fora as goteiras no teto, as poças na frente da escada, o ponto final da linha 606 irracionalmente na frente do acesso a estação), não há banheiros e as pessoas urinam nas pontas das plataformas (ta, os usuários tb são bem mal educados), passarelas quase caindo (muitas estão empé por milagre), buracos no muro das vias, onde pessoas atravessam a linha livremente (e, em alguns pontos, tem até camelôs vendendo mercadorias nas vias do ramal Belford Roxo, isso sem citar a cracolândia no Jacarezinho), o abandono da estação Barão de Mauá (já q não interessava mais a concessionária) e o gargalo entre São Cristovão e a Central do Brasil (com uma simples verificação no GE, q um é capaz de contar 6 vias para passar 5 ramais, ou seja, alguém errou na conta quando projetou esse trecho para o uso atual e deslocou o terminal do ramal Saracuruna da Leopoldina para a Central). Enfim... Há muito o que fazer (e o GERJ tem q se coçar pra investir tb, já q, por contrato, ele é o responsável por melhorias no sistema, enquanto a concessionário só opera e conserva o mesmo)
Após nove meses da polêmica aprovação pela Agência Reguladora de Transportes do Rio (Agetransp) sobre a prorrogação do contrato da Supervia, a concessionária de trens metropolitanos, por mais 25 anos a partir de 2023, o governo do Estado publicou no Diário Oficial o decreto autorizando a renovação. A autorização será imediatamente questionada no Ministério Público pelo deputado federal eleito Alessandro Molon (PT-RJ). Ele disse que vai entrar com um representação contra o Estado.

Além do grande prazo de concessão, que vai durar por mais oito mandatos após o do governador Sérgio Cabral, Molon questiona a falta de divulgação do novo contrato. "O governo não apresentou este contrato. Não foi discutido com a sociedade, que vai utilizar desse serviço por mais 38 anos", critica o deputado. "É inconcebível que se renove um contrato que ainda está no meio. A concessão é de 25 anos e ainda está no seu 13º ano."

Todo o processo de renovação é conturbado. A Agetransp aprovou a renovação no mesmo dia em que puniu a Supervia com uma multa de R$ 150 mil porque seus seguranças aplicavam chicotadas e socos em passageiros que não entravam no trem na estação de Madureira, em 2008. Logo após a aprovação houve várias panes.

O governo do Estado não explica a renovação e informa que vai se ater às justificativas publicadas no Diário Oficial. Na publicação, informa que é necessário reestruturar a exploração do transporte ferroviário liberando parte do investimento para ser feito pela iniciativa privada. Está previsto investimento de R$ 2,5 bilhões até 2020 na concessionária, dos quais cerca de R$ 1,2 bilhão será aportado pela empresa para modernização do sistema e uma quantia semelhante pelo Estado na compra de trens.

Segundo entrevista do presidente da Supervia ao "Jornal Extra" de ontem, a empresa irá revitalizar a antiga linha entre Santa Cruz e Itaguaí e o ramal que liga Saracuruna (Duque de Caxias) a Guapimirim, na região metropolitana, além de construir quatro estações entre os municípios de Caxias, Nova Iguaçu e Queimados. O dinheiro para o investimento viria da venda de parte da companhia. Até 15% já foi autorizado pelo Estado. Se o percentual for maior, é necessária uma nova autorização.

Como o Valor noticiou no mês passado, já está acertada uma reestruturação societária na Supervia. Na operação, a Odebrecht Transport, braço de infraestrutura e logística do grupo baiano, vai assumir 60% da empresa fluminense. Os 40% restantes permanecerão em mãos de fundos de investimento estrangeiros que até agora controlavam 100% do capital da concessionária. Uma fonte disse que a mudança de controle acionária está na dependência de procedimentos burocráticos na Casa Civil do Palácio Guanabara, a sede do governo fluminense.

A concessão de novas linhas também é questionada pelo deputado Molon. Segundo ele, se há ampliação do contrato, não se trata mais de uma renovação. "O contrato de concessão prevê a renovação. No entanto, isso significa repetição das mesmas condições e não ampliação do contrato. Para isto seria necessário uma nova licitação.

http://www.valoronline.com.br/impres...governo-do-rio

 

SE O GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ( VIA BNDES) TEM DINHEIRO PARA COMPRAR TRENS NOVOS PORQUE NÃO ADMINISTRA OS MESMOS 

Trens: governo lança edital para comprar mais 60 composições em 2011

O governo estadual já prepara o edital para a compra de mais 60 trens refrigerados para a SuperVia. A concorrência deve ser aberta no início de 2011, com todas as composições entregues até 2016. Segundo fontes, a principal novidade será a exigência de o grupo vencedor criar uma fábrica para produção de peças sobressalentes para manutenção.

O objetivo é gerar empregos por meio da revitalização de um setor da indústria ferroviária, que já foi tradicional em Três Rios até a década de 1980. O modelo é semelhante ao adotado por São Paulo, que exigiu da francesa Alstom a criação de uma unidade para fabricação de peças. Em Três Rios, a fábrica mais conhecida é a Santa Matilde — que produziu boa parte dos vagões do metrô carioca.

A compra faz parte do pacote de R$ 1,25 bilhão que o governo investirá na SuperVia, com a renovação da concessão da empresa por mais 25 anos, até 2048. O acordo prevê a aquisição de 90 composições, sendo que 30 já foram encomendadas à chinesa CNR. O cronograma de entrega, no entanto, atrasou dois meses.

ENQUANTO ISTO A PASSAGEM VAI AUMENTAR

Preço do bilhete do trem da Supervia vai
aumentar em 2011

Jornal do Brasil


A tarifa para os trens da Concessionária Supervia vai aumentar para R$ 2,80.
Atualmente, os tickets são vendidos por R$ 2,50, nas bilheterias. O novo valor
da passagem será atualizado no dia 2 de fevereiro de 2011.

A decisão unânime, foi tomada pelo Conselho Diretor da Agência Reguladora de
Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metro-
viários e de Rodovias do Estado do Rio a (Agetransp), após uma sessão Regula-
tória realizada hoje (15/12).

O reajuste tarifário concedido à SuperVia é feito de maneira anual e está pre-
visto em contrato, tendo como base a variação do IGP-M nos últimos 12 meses
(de novembro de 2009 a novembro de 2010).
PORQUE O ESTADO NÃO ADMINISTRA OS TRENS URBANOS DO RIO DE JANEIRO???

- Lui tive uma informação de um colega que um 8006 foi desativado  após uma avaria operacional, ele não voltou mais e é uma das unidades que se encontram  junto com carros do 8008 e 8010, Não há só estes, há 8000 também num pátio na curva de Deodoro, ao lado oposto da subestação de energia do ramal.

E são inúmeros os boatos, aqui alguns deles:
1- Irão para futuro corte e canibalização
2-Foram deslocados para o lado externo para dar espaço nas valas(nome técnico dado as vias internas das oficinas) do CENTRO DE MANUTENÇÃO DE DEODORO

não dão justificativa para tal, já que eles tem rodados ou não 27 a 28 anos de produção, eles terão em termos mais 25 a 30 anos como tolerância para continuarem a operar, caso seja feito um bom trabalho nessas séries. Podem ver que os 700 reformados sofreram esse processo dentro de 20 anos de produção, logo eles assim poderão ficar mais uns 25 a 30 anos operando...

Se a Super Via fala tão mal do 800 st matilde  porque em recife o mesmo trem (a caixa por ex igual) não apresenta tantos problemas?
acho um absurdo o descaso que a supervia está fazendo esse trem! Com uma boa reforma ele pode ficar novinhos

SERIE 800 FLAGRADO JÁ SEM OS TRUKS NO PATIO DO CENTRO DE MANUTENÇÃO DE DEODORO.

OBRIGADO PELA FOTO AMIGO.

BELO FLAGRANTE Lui! é este. lá para dentro do CMD tem outros provavelmente serão levados para São Diogo para serem cortados.

Polícia vai ouvir no RJ funcionários da SuperVia sobre homem eletrocutado

Segundo policiais, eles prestarão esclarecimentos ainda nesta semana.
No sábado, homem morreu quando subia escada da estação de Santíssimo.A polícia do Rio vai ouvir esta semana parentes do homem eletrocutado após tocar num fio de alta tensão quando subia a escada da estação de trem de Santíssimo, na Zona Oeste do Rio, no último sábado (19). Funcionários da SuperVia, concessionária responsável pelos trens também serão chamados para prestar depoimento.

Segundo agentes da 35ª DP (Campo Grande) ainda não há uma definição para as causas do acidente. Entre os funcionários a serem ouvidos está o responsável pela estação de trem.

Procurada pelo G1, a SuperVia informou que a vítima morreu ao encostar na rede de alta tensão, que fica a 1,5 m de distância da escada de acesso à estação de Santíssimo. Ainda segundo a concessionária, uma norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) prevê que a rede de alta tensão deve estar a 1,25 m de distância dos locais de passagem de pedestres.

Apesar do posicionamento da SuperVia, testemunhas disseram que, no momento do acidente, a fiação estava próxima do corrimão da escada de acesso à estação.

SIGNIFICADO DE CORRIMÃOS

“Mais uma vez a corda rompeu no lado mais fraco”.Diz MM Juiz Marcos...

  • Descisão
    Maquinista e controlador são condenados no Rio
    Um maquinista e um controlador, envolvidos em uma colisão de dois trens em Austin, na região metropolitana do Rio, há quase quatro anos, foram condenados. Na sentença, o juiz Marcos Peixoto, da 2ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, criticou, duramente, quem considera os principais culpados pelo acidente: o Estado do Rio e a Supervia, concessionária de transporte ferroviário. Maquinista e controlador, condenados a dois anos de detenção, vão recorrer em liberdade. O acidente causou a morte de oito pessoas.

    O Ministério Público denunciou o controlador operacional dos trens e um dos maquinistas por homicídio culposo e lesão corporal. De acordo com a acusação, o controlador determinou que o maquinista, que fazia testes com o trem que conduzia, mudasse de uma linha para a outra sem observar os devidos cuidados com a segurança. O maquinista, por sua vez, foi acusado de conduzir o trem a 85 km/h, quando a velocidade permitida é de 60 km/h.

    “É necessário ressaltar que, na verdade, o presente processo apresenta (e representa), de maneira límpida, duas das mais dolorosas facetas do Direito Penal, quais sejam, a personalização de vícios sistêmicos e a criminalização dos estratos menos favorecidos da sociedade”, escreveu o juiz.

    Ele explicou que essa “personalização” acontece quando a Justiça Criminal é acionada para “punir indivíduos que nada mais são do que uma mera engrenagem, parte mínima e quase insignificante de um grande vício que acomete o sistema social como um todo”.

    Na decisão, o juiz Marcos Peixoto chamou a atenção para uma resolução editada sete anos antes do acidente pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos do Estado do Rio de Janeiro (Asep-RJ), que foi extinta, sendo substituída pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp). A resolução, transcrita na íntegra pelo juiz da 2ª Vara Criminal, foi editada após vários acidentes terem acontecido, alguns resultando na morte de passageiros.

    No texto, a então agência reguladora listou uma série de recomendações para a Supervia, concessionária responsável pelos trens na região metropolitana do Rio, entre elas o treinamento dos funcionários. A Asep-RJ também determinou que a Supervia instalasse em toda frota de trens um dispositivo de segurança automatizado.

    “A implantação de um dispositivo que impediria o acidente analisado nestes autos, adotado nos mais modernos sistemas ferroviários do mundo, não é feita pela empresa, apesar de exigida pelo Estado que concedeu o serviço, que a seu turno não fiscaliza e exige a observância de sua determinação”, escreveu o juiz.

    “E o sistema, absoluta e patentemente falho, inepto, continua exatamente como antes, em plena operação: praticamente intocado”, continua. Para o juiz, “mais uma vez a corda rompeu no lado mais fraco”.

    Após fazer uma análise do contexto em que o acidente próximo à estação de Austin aconteceu, o juiz diz que, em matéria penal, “culpas não se compensam ou excluem reciprocamente (exceção feita às hipóteses de culpa exclusiva da vítima o que, à toda evidência, não é o caso)”. Peixoto passa a analisar se maquinista, que tinha mais de 20 anos de profissão, e controlador, com 12 anos de serviço, contribuíram de forma culposa pelas oito mortes e lesões em 85 pessoas.

    “É mister lembrar – ainda que pareça um truísmo – que errar é inerente à própria condição humana”, diz. O juiz também menciona o jurista Heleno Fragoso, que escreveu sobre o fato de que todos estão sujeitos a riscos e que, por outro lado, eles são limitados por meio da observância de normas.

    O controlador, observou o juiz na decisão, não obedeceu as regras quanto aos sinais que devem ser dados às composições. Ao fazer isso, não impediu que o trem, operado pelo maquinista que também foi acusado criminalmente, fosse em direção ao outro trem.

    “A conduta adotada foi completamente irregular e infringiu a determinação de uma Instrução de Serviço – não era facultado ao controlador avaliar a necessidade ou não da adoção deste procedimento. Certamente o acidente não teria ocorrido se a Instrução de Serviço – de pleno conhecimento dos controla-dores – fosse adotada”, diz o laudo, citado pelo juiz.

    Já o maquinista do trem que se chocou com o outro em Austin também foi condenado. O juiz não considerou a denúncia em relação à velocidade do trem conduzido pelo maquinista, já que não se pode afirmar que foi devido ao excesso de velocidade que os trens se chocaram.

    Entretanto, considerou o juiz, o maquinista contribuiu com o acidente ao deixar de observar os sinais de alerta e de parada obrigatória acionados no trecho onde trafegava. Para Peixoto, houve imperícia e negligência.

    “‘Viver é muito perigoso’, já disse nada menos que Guimarães Rosa, na obra prima literária Grande Sertão: Veredas”, diz o juiz. Quem opera o sistema ferroviário, continua, “lida com vidas, milhares a cada dia, milhões por mês. Suas atividades dispõem de alto grau de risco, tolerado posto que indispensável à vida contemporânea”.

    O Direito, diz, criou o princípio da confiança, ou seja, se os riscos terão de ser tolerados, a tolerância parte do pressuposto de que todos observarão um comportamento que atente ao dever objetivo de cuidado.
    “Os réus – assim como o Estado do Rio de Janeiro e a empresa Super-via – romperam com o princípio da confiança, gerando uma sucessão de inobservâncias a deveres objetivos de cuidados que, de forma colateral, numa concorrência de culpas, redundaram no gravíssimo acidente”, afirma.

05/05/2011

Travessia estava fechada no momento do acidente com trem, diz concessionária do RJ

Mãe e filha foram retiradas do carro pelo Corpo de Bombeiros e passam bem

Duas pessoas ficeram feridas após trem atropelar carro no Rio de Janeiro<br /><b>Crédito: </b> Fábio Motta / AE / CP
Duas pessoas ficeram feridas após trem atropelar carro no Rio de Janeiro

A concessionária que administra os serviços de trens na cidade do Rio de Janeiro, SuperVia, afirmou nesta quinta-feira que o sinal estava fechado para a travessia de carros, ônibus, caminhões ou motos no momento do acidente. No início da manhã, Solange Dias Pereira, 38 anos, teve o carro arrastado por cerca de 60m por um trem do ramal de Belford Roxo às 7h14min.

De acordo com a SuperVia, um trem de quatro carros cheios pesa, em média, 250 toneladas e, ao trafegar em velocidade de 30 km/h, como aconteceu, percorre 60 metros depois de acionado o freio de emergência até parar completamente. Em nota, a empresa reitera que “a passagem de nível de Costa Barros, na zona norte da cidade, é devidamente sinalizada, com comunicação semafórica e sonora em perfeito funcionamento, de acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)”.

A Associação determina, a exemplo das normas dos Estados Unidos e Europa, que a velocidade máxima dos trens em passagens de nível deve corresponder à velocidade permitida no trecho. Mesmo assim, segundo a SuperVia, ela orienta os maquinistas a transitarem com a velocidade de 30 km/h nestes locais.

Relato emocionante

Enquanto esperava para receber atendimento no Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, zona oeste do Rio, Solange contou que o carro morreu quando ela passava pela linha férrea. Ao ver que o trem se aproximava, ela saiu do veículo e entrou no banco traseiro para soltar a filha, Clara Luísa Pereira, de um ano e três meses, presa à cadeirinha. "Abracei minha filha e pedi a Deus para nos salvar. Deu tudo certo e estamos bem."

Ela contou que como não conseguia retirar a filha do carro prestes a ser arrastado pelo trem, ela a abraçou para protegê-la com o próprio corpo. "Só pensava em proteger minha filha." Com o impacto da colisão, ela machucou o pescoço e o pé, que estava parcialmente para fora do carro.

Mãe e filha foram retiradas do carro por homens do Corpo de Bombeiros. Inicialmente, a informação era de que as duas haviam conseguido sair do carro antes da colisão. As afirmações foram feitas em entrevista dada à rádio CBN.

Crédito: Fábio Motta /  informações são do portal R7.

Changchun, China - A partir de dezembro, quando o primeiro trem da nova frota começa a circular no Rio, os usuários da SuperVia terão os passos monitorados dentro e fora dos vagões. Cada composição terá quatro câmeras, cujas imagens serão observadas no Centro de Controle ao longo da viagem. A novidade foi anunciada ontem, na entrega do primeiro dos 34 trens comprados pelo governo do estado, na cidade de Changchun, na China.

Operários chinese posam em frente ao primeiro dos 34 trens comprados pelo governo do estado.

 

O evento, realizado na fábrica da empresa chinesa CNR Changchun Railway Vehicles, contou com a presença do secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, do novo presidente da SuperVia, Carlos José Cunha, e de dezenas de operários que participaram da montagem.

“Vamos saber cada detalhe do que se passa dentro da composição em tempo real. Saberemos com exatidão o que acontece em casos de acidente”, comemorou Cunha. “Claro que vai haver uma sensação de segurança maior”, observou o secretário.

O trem apresentado ontem embarca para o Brasil em agosto e deve chegar 45 dias depois ao Porto do Rio. Aqui ficará em testes por um mês. A partir de setembro, quatro novos trens serão enviados por mês. Em março de 2012, todos já estarão no Rio.

Cunha anunciou ainda que, até o fim do ano, a SuperVia vai instalar outras 300 câmeras, já adquiridas, em mais estações. Hoje, só seis têm suas plataformas monitoradas: Central do Brasil, Madureira, Engenho de Dentro, Campo Grande, Méier e Cascadura. Com os novos equipamentos, a Central do Brasil ganhará mais 80 câmeras, subindo de 31 para 111. As outras plataformas contempladas serão Deodoro, com 37, Santa Cruz e Saracuruna, com 38 câmeras cada, Nova Iguaçu, com 16, e Japeri, com 42 equipamentos.

Central do Brasil vai virar ponto turístico

Visando o grande volume de turistas que visitarão o Rio de Janeiro nos próximos eventos esportivos - Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016 - a Central do Brasil vai virar ponto turístico. O anúncio feito nesta terça-feira (14) pelo presidente da SuperVia, Carlos José Cunha, faz parte de uma série de medidas de melhoria no sistema ferroviário da concessionária. 

O objetivo é fazer com que a Central do Brasil seja incluída no roteiro turístico do Rio, assim como acontece com estações famosas em outros países. 

- Quem vai a Nova York não deixa de visitar a Penn Station, assim como quem visita Londres quer conhecer a Victoria Stations.
A Central do Brasil recebe 600 mil pessoas por dia e é um ponto importante da história do Rio de Janeiro. Faremos melhorias no sistema de iluminação e nos padrões de limpeza da estação. O objetivo é tornar a Central do Brasil um famoso ponto turístico.

Pelo projeto de reforma da SuperVia, a Central do Brasil terá a fiação elétrica, atualmente aparente, embutida, mármores limpos, lojas padronizadas e banheiro gratuito a partir de agosto. A obra faz parte de um pacote de melhorias, o "SuperVia em Movimento", que visa trazer, em curto prazo, mais conforto e rapidez para os usuários dos trens. 

Nesta quarta-feira (15), a SuperVia dá início à fase de testes do programa de fidelização das plataformas. O sistema de plataformas fixas vai acabar com a correria no embarque de passageiros na Central do Brasil. A partir do dia 1º de julho, os usuários já saberão onde pegar o trem e não precisarão mais aguardar a informação no momento do embarque. Para isso, segundo Carlos Cunha, a empresa vai contratar 200 novos funcionários para orientar e conduzir os passageiros.

- Estamos contratando cerca de 200 novos funcionários, entre maquinistas, agentes de segurança e pessoas que orientarão a população. Amanhã, começamos em fase de teste com pessoas com uniformes de “posso ajudar?”, orientando toda a população, explicando o funcionamento das plataformas fixas. Não é uma coisa muito simples, é uma mudança de hábito de anos. 

Até 2020, o Governo do Estado investirá R$ 2,4 bilhões na compra de 140 novos trens com ar condicionado e na reforma de 91 trens de aço inox sem ar condicionado. A previsão é a de que até 2014, o Rio de Janeiro tenha 191 trens. Para 2016, a SuperVia prevê 211 composições. 

Estas ações marcam o início da nova formação da SuperVia: 60% controlada pela Odebrecht TransPort e 40% por fundos de investimentos estrangeiros. O contrato de concessão da empresa foi prorrogado por mais 25 anos, sendo válido até 2048.

Tabela
SuperVia estima que até 2020 o Rio terá 231 trens com idade média de 19 anos (Fonte: SuperVia).

a que chique este trem quando chegar vou ao Rio só pra conhecer esta novidade

Primeiro trem chinês da SuperVia chega ao Rio; Estado encomendou 34 composições

A composição da SuperVia no Porto do Rio: a primeira de 34 trens (Foto: Henrique Freire / Divulgação)

RIO - O primeiro dos 34 trens chineses comprados pelo governo estadual para a SuperVia chegou na terça-feira ao Porto do Rio. A previsão era que a composição fosse desembarcada até a noite. O lote todo custou cerca de US$ 188 milhões e foi encomendado à Changchun Railway Vehicles, de Changchun, a mesma montadora que está produzindo os 19 trens comprados pela concessionária Metrô Rio.

De acordo com o cronograma, todos os trens serão entregues até junho do próximo ano. A composição que chegou na terça-feira e ainda será testada antes de entrar em operação com passageiros nos ramais da SuperVia. Segundo o governo do estado, os testes operacionais com a composição chinesa já começam em 20 dias.

Vagões refrigerados e com bancos acolchoados

As demais composições vão ser embarcadas em lotes de três e quatro, com intervalos de cerca de um mês. Os trens terão capacidade para transportar até 1.300 passageiros. Ainda de acordo com o estado, os vagões contam com tecnologia de ponta e circuitos de tração e frenagem modernos. Como parte do acordo contratual, a empresa chinesa oferece garantia de assistência técnica de três anos, incluindo a manutenção e a troca de peças.

Os passageiros vão viajar em vagões refrigerados, com bancos acolchoados, bagageiros e TVs de LCD. Os vagões contarão com 54 assentos de fibra com tecido sintético e individualizados. Oito deles serão reservados a idosos, gestantes e portadores de deficiência. De acordo com a SuperVia, haverá quatro TVs que exibirão noticiário, mensagens de campanhas institucionais.

Nova licitação para compra de 60 trens ainda este ano

Cada vagão será equipado com seis bagageiros para mochilas, sacolas e outros objetos. Haverá som ambiente e a temperatura ficará em torno de 23 graus. Com isso, a frota da SuperVia passará a contar com 68 trens refrigerados. O sistema de segurança de cada composição contará com câmeras internas, que captarão imagens em ângulos de 360 graus.

Ainda este ano, a Secretaria estadual de Transportes vai abrir um novo processo de licitação para a compra de mais 60 composições para o sistema ferroviário do Grande Rio.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/09/27/primeiro-trem-chines-da-...
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