Amantes Da Ferrovia

Apaixonados por trem

A patir de agora usarei este tópico para noticias ferroviárias no ambito da POLICIA FERROVIARIA FEDERAL sendo aberto para todos os membros do CLUBE AMANTES DA FERROVIA que quiserem dar suas opiniões serão bem vindos.

http://pffbrasil.blogspot.com/2010_05_01_archive.html  

Pedro Augusto.

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  • POLICIA PRENDE LADRÂO QUE ESTAVA ROUBANDO TRILHOS DE FERROVIA DESATIVADA 
Trilhos foram roubados de ferrovia desativadaFoto: PF/Divulgação
Fonte Terra 
A Polícia Militar prendeu na manhã de quinta-feira um administrador de 53 anos com 60 trilhos e parafusos roubados da Rede Ferroviária Federal no município de Abreu e Lima, na região metropolitana do Recife (PE). Através de denúncias anônimas, os policiais militares chegaram até o comércio de ferro-velho de Marcos Antonio de Luna, onde encontraram o material roubado.
Policiais de Vitória de Santo Antão (PE) receberam denúncias de que ladrões estariam roubando trilhos de uma linha férrea desativada no bairro de Cajueiro. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram um botijão de gás, um cilindro de oxigênio e um maçarico, material usado para cortar os trilhos. Os ladrões, entretanto, não foram localizados.
Posteriormente, nova denúncia indicou que Luna seria o possível receptador dos trilhos roubados e peças de ferrovias. No ferro-velho de Luna, a polícia encontrou 60 trilhos com as mesmas características dos que foram furtados em Vitória de Santo Antão.
Após se apresentar como dono do estabelecimento, Luna recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido para a sede da Polícia Federal, onde foi autuado por receptação qualificada. Se condenado, pode cumprir pena de até 8 anos de prisão.
Em depoimento à PF, o administrador disse que havia comprado os trilhos de um rapaz desconhecido, cerca de dez dias antes da prisão. Luna afirmou ainda que pagou R$ 3,8 mil pelos trilhos, que pretendia usar como pilastras na construção de um galpão. Ele disse não saber que o material havia sido retirado de uma linha férrea desativada.

Não entre em letigio com a policia para não virar noticia Pedro Augusto alertando gerallllll

Quando eu era pequeno minha mãe me corrigiu com rigor passei pele rua e achei um carrinho na calçada não tinha ninguem lá  e o levei para casa, minha mãe me perguntou de quem era o brinquedo? achei na rua mamãe! volta lá e coloque a onde vc achou não se pega o que não se pertence, hoje fico feliz de ser o homem bem sucedido que sou graças a educação que minha mãe  deu.
Positivo Manoel Antonio Pereira me coloco a disposição para qualquer denuncia, imediatamente serão encaminhadas a seus orgãos responsáveis.

Prefeitura acata recomendação do MPF sobre ponte

 PONTE SOBRE O RIO SÃO JOÃO DA DECADA DE 40 COM 470 MTS DE EXTENSÃO SOBRE A ENSEADO DOS TAINHEIROS


Após recomendação do Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA)
 - A Prefeitura de Salvador determinou a paralisação imediata da operação ferroviária sobre a Ponte do Rio São João e a adoção das medidas necessárias para a reforma, com garantia do funcionamento do serviço público através de outros meios de transporte.
No documento entregue ao MPF, o procurador-geral do município,
Pedro Guerra, informou que a prefeitura já determinou que a Casa Civil e a Procuradoria Geral do Município comunicassem à Companhia de
Transportes de Salvador (CTS) e à Secretaria de Transportes e
Infra-Estrutura do município (Setin) a ordem de paralisação imediata da linha ferroviária.
"Ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil"
Essa frase antológica foi atribuída a Getulio Vargas quando reclamava dos desmandos que aconteciam, naquela época, em nosso país. Hoje, mais de 60 anos depois, o Brasil continua infestado de saúvas corroendo os cofres públicos e o dinheiro do contribuinte. sempre existiram no Brasil. Estas "saúvas" modernas, literalmente cortam, picam e vendem patrimônio público. O "modus operandi"  como demonstraremos em parágrafo próprio, atuam em conjunto com usinas siderúrgicas, empreiteiras, e empresas de ferro-velho, especialmente na Região de Piracicaba, pois nesta cidade há grandes siderúrgicas e ferros-velhos, destino final dos ativos da Malha Paulista. As principais investigações da polícia Federal apuram crimes praticados em detrimento de bens públicos da extinta Rede Ferroviária Federal S A -RFFSA. A operação Fora dos Trilhos o desmando ocorrido com a malha ferroviária tem e muito de omissão na fiscalização e a execução do serviço público concedido, passando pelo abandono, vandalismo e ações deliberadas onde foi desviado e subtraído grande quantidade de material rodante de ótima qualidade e muito longe de ser caracterizado como material de sucata.
NÃO SEI SE POSSO USAR O TÓPICO, MAS É UMA NOTÍCIA FERROVIÁRIA.

Ferrovias desativadas

24/05/2011 - Porto Gente

Um palco de denúncias sobre a situação do transporte ferroviário no Brasil, que tem cerca de 28 mil quilômetros de malha, sendo que menos da metade está em operação. Este é o resumo que se pode fazer do seminário “Ferrovia da Integração: compromisso do Parlasul”, realizado no dia 20 último, em Florianópolis (Santa Catarina), que reuniu parlamentares das assembleias legislativas de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e de Províncias da Argentina. O presidente da Frente Parlamentar das Ferrovias, o deputado federal Pedro Uczai, do PT catarinense, participou do debate e também a Procuradora da República do Rio Grande do Sul, Lara Caro.

A economista Ceci Juruá, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apresentou um histórico da ferrovia brasileira, onde o apito do trem se confunde com a chegada do capitalismo. A cultura “rodoviarista“ superou a compreensão de que o trem é o melhor meio para grandes distâncias e massa, avalia Juruá. “O trem oferece conforto, é um símbolo de civilização, progresso e modernidade”.

Ela explica que a evolução da ferrovia passou por três etapas no Brasil: durante o Império foi o período de concepção e construção; na República foi o momento de ajustes e modernização, com a transferência para o setor privado; e no período atual é o novo ciclo, de desarticulação da malha, em consequência da privatização.

Segundo ela, o País só conseguirá superar os problemas estruturais do sistema se recuperar a indústria ferroviária com sólidas fontes de financiamento e que tenha na soberania a condição prévia para o desenvolvimento.

Lara Caro, representando a 3ª Câmara do Ministério Público Federal, apresentou as conclusões do Grupo de Trabalho de Transporte do órgão, afirmando que “vê como decepcionante a atuação da ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres], com decisões favorecendo os descumprimentos de contrato da América Latina Logística (ALL) e contrárias ao interesse público”. O MPF, informa, apurou evidente improbidade e lesão do patrimônio público da ALL quando desativa e sucateia trechos da concessão considerados deficitários.

Já o deputado Pedro Uczai disse que a Frente Parlamentar das Ferrovias realiza em junho uma rodada de cinco audiências públicas em todo o País para mapear a situação que definiu como “escândalo do que foi feito com as ferrovias no Brasil”. Anunciou que uma audiência pública em Brasília irá debater com a ANTT, o Ministério dos Transportes, Ministério Público e parlamentares a situação das concessões, especialmente o caso da ALL.

http://www.revistaferroviaria.com.br/index.asp?InCdEditoria=1&I...
Isto é uma vergonha, este mundo está tomado pelas drogas.
O prefeito de Ca­choeiro de Ita­pemirim-ES, Carlos Caste­glione (PT), é acusado da invasão de imó­vel pertencente ao patrimô­nio da extinta Rede Ferroviá­ria Federal e que se encontra sob responsabilidade da Va­lec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A que tem sua sede na Central do Brasil, no Rio de Janeiro.
A denúncia é do próprio diretor-presidente da empre­sa, Cássio Araújo, que soube da invasão através de denún­cia anônima, e da Comissão de Preservação do Patrimônio Ferroviário que está sempre investigando sumiços de material ferroviário.
Segundo Cássio, o prefei­to foi contatado por telefone e garantiu que não iria reverter a situação em qualquer hipóte­se, mas não deu explicação so­bre a ordem de invadir o local e o qual a destinação que será dada a ele. “Nem rádio, jornal, televisão ou qualquer outro tipo de mídia me fará voltar atrás nessa decisão de tomar o imóvel”, disse Casteglione
O imóvel fica ao lado do Sindicato dos Ferroviários, no bairro Recanto, e está “sub ju­dice”, tendo sido oferecido como penhora, em decorrên­cia de ação trabalhista movida por três ex-ferroviários contra a União.
O presidente da Valec, li­quidante do patrimônio da ex­tinta Rede Ferroviária Federal, determinou à Ferrovia Centro Atlântica que acione o Minis­tério Público Federal, pedindo a reintegração de posse, e que seja registrado um Boletim de Ocorrência contra o prefeito Casteglione na Polícia Fede­ral, em Cachoeiro.

SuperVia diz que esse é um problema de saúde e segurança pública.
Polícia Civil diz que faz operações para acabar com o tráfico na região.

Do RJTV

Ao lado da favela do Jacarezinho, no subúrbio do Rio, dezenas de pessoas consomem drogas livremente, sentadas à beira da linha férrea, por onde passa o trem do ramal de Belford Roxo.
Imagens feitas na manhã desta sexta-feira (14) mostram moradores e até crianças que circulam livremente pela região, sem que usuários e traficantes se sintam incomodados. Entre os consumidores de crack há até um cadeirante.
A SuperVia, concessionária que administra a ferrovia, diz que o consumo de drogas é um problema grave de saúde e segurança públicas e que já procurou os órgãos em busca de solução para o caso.
Já a Polícia Civil informou em nota que tem realizado constantes incursões da favela do Jacarezinho para prender traficantes, apreender drogas e armas na região. Disse ainda que a construção da Cidade da Polícia será a resposta para reduzir as ações criminosas também nas redondezas daquela comunidade.
Isto é uma vergonha, este mundo está tomado pelas drogas.

 

Pedro Augusto os dias do apocalipse:

 

 prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias

JÁ VIVEMOS TUDO ISSO NOS DIAS DE HOJE.

RIO DE JANEIRO QUASE 2KG DE COCAINA BOLIVIANA CHEGAM POR HORA 

Movimento intenso no Trem da Morte, que cruza Santa Cruz de La Sierra. Foto: Nilton Claudino/O Dia

Movimento intenso no Trem da Morte, que cruza Santa Cruz de La Sierra.

Todos os caminhos das drogas que chegam ao Rio de Janeiro levam à Bolívia. E o percurso é feito de carro, trem, avião e navio. Nenhum meio de transporte é desprezado para fazer as bocas-de-fumo do Rio receberem quase dois quilos de cocaína a cada hora (são 44 quilos por dia), como estimam os analistas da Organização das Nações Unidas, para quem a Bolívia faz chegar ao Brasil 50 t da droga por ano. A engrenagem passa por dezenas de mãos e faz surgir a cada hora uma nova alternativa à fiscalização da polícia. Uma lógica no comércio que lucra US$ 132 mil (R$ 264 mil) por dia só com a venda de cocaína para o Rio.

» Cocaína boliviana abastece o Rio
Para descobrir os segredos e as novas estratégias do tráfico, a policia refez as rotas do pó. Desde a colheita das folhas da coca, na cidade de Cochabamba, na Bolívia, passando pela transformação em pasta-base e o refino. A viagem tem 2.512 quilômetros e cruza com milícias de plantadores de coca, traficantes, policiais corruptos dispostos a fechar os olhos e outros querendo prender os bandidos. Além de 'mulas' que vão entregar a carga.

E uma das novidades do crime é fazer a droga atravessar o Rio Paraguai de 'carona' nas balsas que escoam a produção da soja no centro-oeste. Depois que chega perto da fronteira entre Brasil e Bolívia, ela é colocada em bombonas lacradas e afixada sob o casco das embarcações. Chamada de "submarino", a tática faz a cocaína seguir o rio até fi car livre do assédio da polícia. Em alguns casos, desconfia a Polícia Federal, o percurso vai até o Porto de Santos, em São Paulo.

Outra inovação das rotas é usar os aviões para transportar a carga até 20 minutos de vôo após romper o espaço aéreo brasileiro. Eles jogam o carregamento sobre áreas alagadas ou em grandes fazendas em Miranda ou em Porto Experidião. A droga é depois transportada em caminhões até Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, considerado o grande entreposto da cocaína vinda da Bolívia. E todo este esquema é para evitar perder o avião. Os traficantes sabem que os caças da Força Aérea Brasileira estão a 45 minutos e, desde a entrada em vigor da lei do abate, os militares estão autorizados a derrubar a aeronave. É o tempo exato de entrar no Brasil, atirar a carga e retornar ao território boliviano.

Mas todo o percurso da rota do tráfico começa em Cochabamba, onde é colhida a folha da coca e transformada em pasta-base. Na cidade é comum ver caminhões andando abarrotados de sacos coloridos cheios de coca. O destino tanto pode ser o processamento de chás ou o tráfico de drogas. Na segunda opção, ela vira pasta-base e segue dois caminhos. O mais badalado e fácil é o que leva até Santa Cruz de La Sierra.

Lá, a pasta-base é refi nada em laboratórios nas fazendas que fi cam nos bairros de Monteiro e Okinawa e parte para a fronteira com o Mato Grosso do Sul. Outra alternativa criada é com a cocaína passando por Trindad, onde é refi nada, e seguindo até San Mathias, para entrar no Brasil por duas cidades no Mato Grosso: Cáceres e Pontes e Lacerda.

A vida de Rondônia
Uma das mais recentes rotas criadas é comandada pela turma de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. É de Trindad, cidade de Beni, que o traficante Leomar Pereira Barbosa, o Leozinho, envia drogas para o Rio de Janeiro. Ela atravessa San Ignácio e San Mathias e entra no Brasil por Pontes e Lacerda, no Mato Grosso.

É a chamada via de Rondônia, pois fica bem na divisa dos dois estados. O restante do caminho até o Rio é pelas estradas. O bandido também usa a rota para o envio de armas. Ele adotou o caminho após a briga da quadrilha com rivais na fronteira do Paraguai, onde o bando é acusado de assassinar família inteira na disputa por drogas.

Classes do crime
A rota do tráfi co da Bolívia tem a mesma distinção entre pobre e rico da sociedade. Embora o caminho seja o mesmo, o Rio de Janeiro, o meio de transporte determina a classe social do grupo organizado. O grande traficante fará o percurso de avião até a fronteira e jogará a sua carga em cidades como Miranda, no Mato Grosso do Sul, Porto Experidião, no Mato Grosso, ou no Paraná, de onde segue em caminhões para São Paulo e Rio. Rápido e com uma boa margem de segurança.

Bem menos sofisticada e mais arriscada também, a rota do traficante pobre é uma aventura. Ele pega a coca e atravessa Santa Cruz de La Sierra no chamado Trem da Morte. Bem cansativo, pois leva 21 horas na travessia, o percurso escoa a coca até Puerto Quijarro e Puerto Suarez, onde fica armazenada em fazendas até ser negociada.

A porta de saída das drogas é a cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e, em caminhões, carros e ônibus comuns, chegam a Campo Grande e ao eixo Rio-São Paulo. Em alguns casos, há quadrilhas na Bolívia especializadas em esconder drogas nos veículos. Há um ano, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu um ônibus que partia de Puerto Suarez para São Paulo com a lateral 'recheada' de pasta-base. Os agentes pediram outro veículo para seguir viagem com os passageiros, que foi parado mais adiante e, a surpresa: também trazia drogas escondidas na lataria.

Investimentos de Beira-Mar
Porta principal da entrada da cocaína boliviana no Brasil, o município de Corumbá é um paraíso de investimentos do narcotráfico. Foi na cidade que a Polícia Federal descobriu que Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, centralizava as suas operações financeiras. Ele usava as agências do Banco do Brasil como central para depósito dos lucros de suas bocas-de-fumo espalhadas pelo Rio de Janeiro e dos negócios no Paraguai. Antes de ser preso, chegou a visitar a cidade para fazer negócios.

Corumbá, aliás, é apontada como a cidade-point das casas de câmbio e das empresas de exportação e importação. Só o câmbio já movimentou perto de R$ 380 milhões por ano, como descobriu o Departamento de Investigação Financeira da Bolívia. O tráfico é acusado também de investir nos hotéis para a lavagem de dinheiro, como foi levantado na CPI do Narcotráfi co, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Mas não está só: as cidades vizinhas de Puerto Murtinho e Bela Vista também sofrem da 'narcodependência'. A Polícia Federal já descobriu que traficantes investem nas fazendas para aproveitar os belos lucros da soja, e também do gado, um mercado muito cobiçado para lavagem de dinheiro.

Cidades viciadas
As casas de luxo, o comércio gigante, os hotéis caprichados e as lojas de câmbio vão logo enunciando: tem alguma coisa que não cheira muito bem em pelo menos 20 cidades localizadas ao longo da fronteira seca do Brasil com a Bolívia e um pedaço do Paraguai. É que os municípios vivem no caminho da rota das drogas e a badalação e o requinte nas ruas mostram que uma parte do dinheiro do tráfico alimenta os cofres públicos e as finanças de quem mora na região.

Bem mais: com a tamanha capacidade de 'investir', o narcotráfico ergueu um império significativo para lavar o dinheiro das drogas no interior do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul, da Bolívia e do Paraguai. São comércios, indústrias e fazendas que geram empregos e impostos e criaram a dependência de moradores e dos municípios ao dinheiro do comércio de entorpecentes.

É fácil entender o grau de dependência dos moradores e das cidades. Basta olhar a lista dos bens encontrados em nome dos responsáveis pelo envio de drogas e armas para o eixo Rio-São Paulo. Luiz Carlos da Rocha, o Cabeça Branca, por exemplo, é dono de 16 fazendas e só em três delas tem 10 mil cabeças de gado e emprega 120 pessoas. Seu colega de processo, Odacir Antônio Dametto, tem um patrimônio (em seu nome e de laranjas) superior aos US$ 500 milhões e mais de cinco mil empregados. Só uma de suas indústrias, instalada na cidade de Aral Moreira, Mato Grosso do Sul, sustenta 200 famílias.

A Polícia Federal (PF) não tem estimativa da quantidade de dinheiro que o tráfico emprega nas cidades da fronteira. Mas o juiz federal Paulo Cezar Alves Sodré, do município de Cáceres (MT), reconhece que a ausência do dinheiro das drogas pode significar a falência de alguns municípios. "Pela quantidade de droga boliviana apreendida em Cáceres, podese falar que há cidades na Bolívia cada vez mais dependentes do tráfico de drogas", analisa o juiz, responsável pelo processo que vincula 45 pessoas da cidade ao tráfico. Entre elas, há comerciantes e fazendeiros do O empresário José Leite da Silva é um deles. Criado em Cáceres, ele investiu em lojas de revenda de carros e motos (são quatro) e paga 20 funcionários. Investigações da PF do município mostram que o empresário atuava ainda na compra e venda de imóveis de alto luxo, além de fazendas produtivas (com soja e gado).

Na cidade de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, os policiais civis já se acostumaram a ver comerciantes transformarem seu pequeno negócio num empreendimento com dezenas de casas. Recentemente, um investigado por ligação com o tráfico amplicou a rede de mercados e abriu mais 80 empregos. Só tem um problema: toda vez que a polícia aperta o cerco vem o período oferta de trabalho. de decadência do empresário e de desespero das cidades, que normalmente têm pouca oferta de trabalho.

Lugar pobre, imóveis de luxo
As casas no município de Mirassol D'Oeste, no Mato Grosso, lembram as residências de luxo dos condomínios da Barra da Tijuca. Apesar de ter apenas 22 mil habitantes, seu comécio tem lojas gigantes e lotadas de produtos e artigos de primeira linha. Nada que combine com a sua renda per capita e muito menos com o padrão das outras cidades do interior do estado.

Alguns moradores atribuem o luxo ao sucesso dos fazendeiros da cidade com a soja. Há cinco anos, no entanto, uma investigação da polícia deixou apavorada a sociedade do município. Nela, a descoberta: alguns comerciantes eram ligados ao tráfico de drogas.

A cidade fica bem no meio de uma das rotas que mais abastecem o Rio de Janeiro: é a do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e que também já contaminou o belo município de Pontes e Lacerda, mais ao norte de Mato Grosso.

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