Apaixonados por trem
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Permalink Responder até MARCOS A.R.MACHADO em 8 junho 2010 at 11:17
Desde pequeno fazia constantemente o passeio de trem de Curitiba à Paranaguá, além das viagens até Lapa, de Maria Fumaça, onde éramos recebidos pela banda da cidade. Era uma época bem bacana, íamos com toda a família e nos divertíamos muito.... Além disso, quando ingressei no movimento escoteiro, minha promessa escoteira foi realizada na Estação de Porto de Cima !!! Fomos de trem até a estação, e após fazer a promessa escoteira, seguimos a pé até o Rio Nhundiaquara, onde fizemos Bóia Cross !!!! Foi inesquecível, sem contar as brincadeiras com os colegas de ficar colocando pedras nas mochilas..... Anos mais tarde, comecei a prestar serviços como guia de turismo no mesmo trem, isso, em 2004.... então, a paixão vem crescendo cada vez mais !!!!!!
Permalink Responder até Joares Roberto Campos Foragato em 11 junho 2010 at 9:17
Permalink Responder até MARCOS A.R.MACHADO em 11 junho 2010 at 23:41
Minha história sobre paixão por Ferrovias, não é muito diferente dos demais companheiros que deixaram gravados suas paixões pelas mesmas. Nasci em Canguçu/Rs, onde meu avô materno era ferreiro do 1º Batalhão Ferroviário, e meu pai,
Mestre de Pedreiro, ajudava a construir a Estação Ferroviária de Canguçu/Rs, dai iniciou-se a adoração por trens e trilhos.Morávamos próximos a ferrovia, nas chamadas "Casas de Turma", pois eram cedidas aos funcionários do 1º Batalhão Ferroviário que trabalhavam no mesmo.Com 3 anos de idade, meu pai foi transferido para Bento Gonçalves/Rs, onde o 1º Batalhão Ferroviário havia se acantonado há poucos anos.Parece incrível, mas com essa tenra idade ainda lembro de nossa viagem de trem de Canguçu à Bento Gonçalves/Rs,com 14 familias juntas e suas respectivas mudanças,que creio serem apenas alguns apetrechos, pois não haviam eletrodomésticos(geladeiras,Tv entre outros)as mudanças eram pequenas.Lembro muito bem, que dentro do trem nessa viagem se comia muito arroz-doce com canela(isso me marcou muito), pois a gente adorava.Depois de longos dias chegamos em Bento Gonçalves e fomos morar novamente em "Casas de Turma", próximo a São Roque denominado de São Valentim, nossa era a 1a entre as 14 que lá existiam, havia bem pertinho dela uma Caixa dágua para abastecer as locomotivas.Assim iniciou-se essa paixão pelas ferrovias, como os funcionários dos Batalhão eram transferidos constantemente para outras localidades onde havia necessidade de seus serviços, moramos apenas uns 3 anos nessa localidade.A melhor e mais intense lembrança foi com 13/14 anos ( pois morávamos no Rio da Prata, localidade do interior de Veranópolis/Rs, onde estava instalada a 1a Cia de Construções Ferroviária, encarregada de construir Pontes, Cortes, Pontilhões, nessa localidade haviam aproximadamente umas 300 familias de civis e mais uma Cia inteira de militares, instalações de oficinas mecânicas, Posto de Atendimento Médico de Emergência, Cinema, Armazem, Açougue, Rancho, Padaria, Posto de Combustiveis entre outros, ali aprendi a profissão de Radiotelegrafista, e iniciei minha vida profissional de filho de ferroviário, e segui meu destino.Tive o previlégio de fazer parte da RESA (Residência Especial de Avançamento), que estava Instalada em uma composição com 19 vagões, formando um comboio, essa Residência foi encarregada de construir a estrada de ferro de Roca Sales/Rs, até Lages/Sc, nessa composição havia os primeiros vagões eram da Administração, Escritório, Comando da RESA, logo a seguir vinha um vagão repartido ao meio, onde na primeira parte estava instalada minha estação de rádio e também o local onde dormia, na outra parte havia um almoxarifado, com telefone de linha, nosmvagões a seguir estavam instalados a cozinha da Administração, depois o deposito da cozinha, e outros vagões com alojamentos de militares, ordenados pelos graus de suas divisas, haviam 4 vagões de alojamento apenas de soldados e outros de civis, e no último vagão havia a instalação do gerador de energia próprio, um potente motor GM.Quiz o destino que por ser apaixonado por trens e trilhos, depois de aproximadamente 40 anos, e longas tentativas, pudessemos adquirir as terras onde naquela época estava instalada a 1a Cia de Construções Ferroviárias, e distantes apenas pela faixa de domínio, dos trilhos onde percorrem diariamente, cinco ou seis composições carregadas de diversos tipos de produtos, subindo ou descendo a serra.Ali construimos uma casinha, e de sua sacada, ficamos admirando a passagem dos trens, seus apitos, e relembrando o passado, alimentado pela paixão pelos trilhos e pelos trens, também quiz o destino que meus dois filhos, um Contador e outro Advogado, talvez enfeitiçados pelos contos do pai, hoje sejam os mais apaixonados pelas locomotivas e pelos trilhos, e vivam constantemente nesse "Cantinho da Saudade" admirando as belezas da natureza e ouvindo os apitos dos trens e o ringir dos freios em trilhos que modestamente tive a participação de construir há mais de 40 anos atráz.Saudades, muitas saudades.
Permalink Responder até MARCOS A.R.MACHADO em 25 julho 2010 at 1:00
Meu avô foi telegrafista da RFFSA. Trabalho em Mococa, Joaçaba, Herval, Wenceslau Braz, União da Vitória etc.
Agora esse interesse voltou a me chamar a atenção.
Recomecei minha coleção de itens correlatos e espero encontrar amigos por aqui!
Abraços.
João L. V. Teixeira disse:Meu avô foi telegrafista da RFFSA. Trabalho em Mococa, Joaçaba, Herval, Wenceslau Braz, União da Vitória etc.
Agora esse interesse voltou a me chamar a atenção.
Recomecei minha coleção de itens correlatos e espero encontrar amigos por aqui!
Abraços.
OLÁ JOÃO LV TEIXEIRA. EMBROA JA SE TENHA PASSADO UM TEMPINHO LEBREI-ME DE CONTAR PARA VC QUE EM 1980 TIVE UM INSTUTOR DE TREINAMENTO PARA RADIO-OPERADOR, NO RIO DE JANEIRO, QUE FOI TELEGRAFISTA E READIOTELEFONISTA NA SEGUNDA GUERRA E DAI ACABAOU VIRANDO FUNCIONARIO DO GOVERNO INDO PARAR NA EMBRATEL, ONDE EU FIZ TAL CURSO.ELE ADORAVA NOS FALAR DOS SNAIS DA, DI, DA, DI, .. QUE FORMAVAM AS PALAVRAS ENVIADAS POR TELÉGRAFO (MORSE). VEJA SO QUANTAS COISAS ENVOLVEM OU ENVOLVERAM AS FERROVIAS . ABRAÇO:)
Permalink Responder até Ernesto Oliveira em 30 dezembro 2011 at 21:54
Tambem trago na alma a paixão pelas ferrovias, trabalhei no 1° Batalhão Ferroviário quando ja em Lages, onde entrei no ano 1980 e hoje ainda continuo na ativa 10° Batalhão de Engenharia de Construção como Topógrafo. Tenho o mais belo legado deixado por aqueles que antecederam a mim na história do 1° BFv (Batalhão Ferroviário). O ensinamento de amor e entrega no serviço publico por aqueles homens na construção do TPS. Continuam a fazer a diferença naqueles que seguem seus ensinamentos. Tive o Previlégio de ainda poder trabalhar com alguns daqueles herois anonimos, caso do Joares Roberto Campos Foragato e tantos outros, como O mestre Jucão (Alcides José Viero), o homem que ajudou a construir gigantescos viadutos ferroviarios, tão gigantes como a seu legado. Hoje olho as velhas paredes de madeira ainda do velho Quartel de Lages e sinto a vibração dos Heróis do 1° Batalhão Ferroviário. E só me resta a lembranças nas conversas com o velho Sub Tenente Pandolfo. Deus abençoe a todos que fizeram a História desta Unidade Militar Centenária. A história é rica, e foi voces que a fizeram. Abraços Saudosos a todos.
Permalink Responder até Rodrigo Rosato Alves da Silva em 31 dezembro 2011 at 13:06
Permalink Responder até MARCOS A.R.MACHADO em 6 janeiro 2012 at 19:46
Ola Roberto. Grato por compartilhar conosco o surgimento de sua atração pelas ferrovias.
Abraço
MArcos
Rodrigo Rosato Alves da Silva disse:
Bem, diferentemente dos outros participantes da discussão, meu gosto pelas ferrovias não tem origem em alguma relação familiar direta com estas. Nasci em 1991 em Itapira - SP quando os trilhos da antiga Cia Mogiana já estavam sendo retirados da região, portanto o primeiro contato direto que tive com trens ocorreu somente quando tinha por volta de 5 anos.
Acredito que as sementes do meu fascínio foram as estórias do meu pai, que usava os trilhos da antiga CM como caminho para a escola rural onde estudava na infância (de 1968 a 1976). Meu avô, nascido em 1927, também colaborou com suas estórias, estas ainda mais fascinantes para mim, da época de ouro do transporte ferroviário no país. Contava da espectativa de trens de oito vagões (os maiores que passavam no trecho) emperrarem numa forte rampa perto de sua casa para ele e seus amigos, quando crianças, irem assitir a batalha da locomotiva, que podia durar até uma hora, dependendo do tempo, e as músicas que criavam sobre o rítimo dos pistões a vapor no processo.
Estas estórias, de algo tão distante para mim na época, exaltaram minha imaginação e curiosidade sobre o assunto. O resultado é que a primeira vez que vi um trem, no passeio turístico de "Maria-Fumaça" Campinas - Jaguariúna, era a mais estusiasmada das crianças na estação. Devo tudo ao meu pai e ao meu avô.
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