Amantes Da Ferrovia

Apaixonados por trem


O transporte ferroviário na Índia é um modo de transporte a longa distância que consiste em operações ferroviárias manipuladas quase sempre por uma empresa estatal, a Indian Railways, sob controle do Ministério Federal da Ferrovia. A rede ferroviária cobre todo o comprimento e largura do país, abrangendo uma extensão total de 63 140 quilômetros (39 234 milhas). Diz-se de ser a segunda maior rede ferroviária do mundo, o transporte de mais de 5 bilhões de passageiros e mais de 350 milhões de toneladas de carga anualmente. As suas operações abrangem vinte e oito estados e três territórios da união além de prestar serviços limitados ao Nepal, Bangladesh e Paquistão.

Mapa exibindo a rede ferroviária Indiana e tempo de viagem entre as estações principais

As ferrovias foram introduzidas na Índia em 1853[2], e na época da Independência da Índia em 1947 tinham crescido a quarenta e dois sistemas ferroviários. Em 1951 os sistemas foram nacionalizados como uma unidade -Indian Railways- para formar uma das maiores redes do mundo. Locomotivas fabricadas em diversos lugares da Índia recebem códigos que especificam as suas bitolas, tipo de potência e o tipo de operação. Semáforos coloridos são usados como sinais, mas em algumas zonas remotas de operação ainda são utilizados os sinais mecânicos mais primitivos. As classes de acomodações vão desde geral até primeira classe AC. Os trens são classificados de acordo com a velocidade e área de operação. Muitos trens são oficialmente identificados por um código de quatro dígitos, embora muitos são vulgarmente conhecido por nomes exclusivos. O sistema de bilheteria foi informatizado em grande escala, e os bilhetes são encontrados tanto na categoria por reserva como não reservados.

1. Trilho


O comprimento total da pista utilizada pela Indian Railways é de cerca de 108 805 km (67 608 milhas), enquanto o comprimento total da rede é 63 465 km (39 435 milhas).[3] Cerca de 28% da quilometragem da rota e 40% da quilometragem total de trilhos é electrificada.[3] Seções de trilhos são classificadas de acordo com as velocidades entre 75 e 160 km/h (47 e 99 mph). Indian railways usa três bitolas, a bitola larga (maior que a padrão de 1435 mm (4 pés e 8 ½ pol.)), a bitola métrica; e a bitola estreita (mais estreita que a bitola padrão).

A bitola larga — 1676 mm (5 pés 6 pol)— é a bitola mais utilizada na Índia com 89 771 km (55 781 milhas) da pista. Em algumas regiões com menos tráfego, a bitola métrica — 1000 milímetros (3 pés e 3,7 pol) — é comum. Atualmente está em andamento o projeto Unigauge (Bitola única) que visa à conversão de todos os trilhos para a bitola larga. A bitola estreita está presente em algumas poucas rotas, sendo encontrada em terrenos montanhosos e em algumas ferrovias privadas (em função do custo), que são normalmente difíceis de converter para bitola larga. A bitola estreita abrange um total de 3 350 km (2 080 milhas).[3] A Ferrovia da Montanha Nilgiri e a Ferrovia Himalayan Darjeeling são duas notáveis ferrovias na colina que usam bitola estreita.[4]

Na maioria das linhas os dormentes (travessas dos trilhos) utilizados são feitos de concreto protendido, de aço ou ferro fundido, embora ainda estão em uso em algumas linhas mais antigas os dormentes de teca. O dormente de concreto protendido, o mais utilizado atualmente, é baseado no desenho RDSO Nº RDSO=T-2496.Metal Os dormentes de metal também foram amplamente utilizados antes do advento do concreto. A Indian Railways divide o país em quatro zonas, com a intenção de monitorar a variação de temperatura. A maior variação de temperatura ocorre em Rajastão, onde a diferença pode ser superior a 70 °C (158 °F).

2. Locomotivas


A Indian Railways usa um código de identificação especializados para a classificação de suas locomotivas. O código é normalmente de três ou quatro letras, seguido de um algarismo para identificar o modelo (seja atribuído em ordem cronológica ou representando a potência da locomotiva).[5] Este pode ser seguido por outros códigos para pequenas variações na base do modelo.

As três (ou quatro) letras são, da esquerda para a direita, a medida da bitola em que a locomotiva opera, o tipo de energia ou de combustível para a locomotiva, e o tipo de operação em que a locomotiva pode ser usada [5] . A bitola é codificado como 'W' para bitola larga, 'Y' para bitola métrica, 'Z' para a bitola estreita de 762 mm e 'N' para a bitola estreita de 610 mm. O código referente ao combustível é 'D' para motores a diesel, 'A' para trens elétricos de corrente alternada (AC), 'C' para trens elétricos de corrente contínua (DC) e 'CA' para a tração dupla (AC / DC). A letra referente à operação somente-carga é a letra 'G', 'P' para trens apenas tripulados, 'M' para operação mista (passageiros e mercadorias) e 'S' para operações de manobra. Um número em algum ponto do trem indica a potência do motor. [5] Por exemplo '4' indicaria uma potência acima de 4.000 hp (2.980 kW), mas inferior a 5.000 hp (3.730 kW). uma letra seguindo o número é usada para dar uma classificação mais exata. Por exemplo, 'A' seria um adicional de 100 hp (75 kW), 'B' 200 cv (150 kW) e assim por diante. Por exemplo, um WDM-3D é um trem que utiliza a bitola larga, a diesel, modo misto (adequado tanto para passageiros como para cargas) e tem uma potência de 3.400 hp (2,5 MW).

A Locomotiva a diesel mais utilizada é a WDM-2, que começou a ser produzida em 1962. Essa locomotiva de 2.600 hp (1,9 MW) foi concebida pela locomotiva Alco e fabricada pela empresa Diesel Locomotive Works, em Varanasi, e é utilizada como locomotiva padrão.[6] Ela está sendo substituído por outras mais modernas, que atinjem potências até 4.000 hp (3 MW).


Existe uma grande variedade de locomotivas eléctricas utilizadas, cujas potências variam entre 2.800 e 6.350 hp (2,1 a 4,7 MW).[6] Mantém-se também diferentes voltagens de trilhos em uso. A maioria das seções electricas do país utilizam a tensão de 25.000 volts AC, mas algumas das linhas ferroviárias em volta de Bombaim utilizam o sistema mais antigo de 1500 V DC.[7] Assim, Mumbai e seus arredores são os únicos locais onde se pode encontrar locomotivas com voltagem dupla (AC/DC) da série WCAM e WCAG. Todas as outras locomotivas eléctricas são fabricadas apenas para corrente AC pertencentes a série WAP, WAG e WAM. Alguns exemplares elétricos especializados na linha Western Railway (oeste) também utilizam sistemas de dupla potência. Existem também algumas locomotivas muito raras movidas a bateria, usadas principalmente para manobras e trabalhos em pátio.

As únicas locomotivas a vapor ainda em operação na Índia operam em duas linhas (Darjeeling e Ooty) ambas tombadas como Patrimônio da Humanidade e sobre os trens turísticos Palace on Wheels (Palácio sobre Rodas).[8] Existem planos em andamento para re-converter a linha Neral-Matheran para vapor.

3. Tração

A partir de Março de 2007, 17.810 km (11.067 milhas) do total de 63.465 km (39.435 milhas) foram convertidas a eletricidade.[9] A maioria das ferrovia utilizam 25.000 V AC através de fornecimento de catenária suspensa.[10] Uma grande exceção é a seção inteira de Bombaim, que usa 1.500 V DC.[10] Está sendo atualmente alterada ao sistema de 25.000 V, a conclusão da obra está prevista para 2008. Outra exceção é o Metro de Calcutá, que usa 750 V DC através de uma terceira via férrea.

As voltagens das trações são alternadas em duas localidades perto de Bombaim. Os trens da Central Railway (central) que passam por Igatpuri alternam de AC para DC usando um ponto neutro que pode ser alternado para ambas as voltagens enquanto as locomotivas são desacopladas e trocadas. Os trens da Western Railway trocam suas potências rapidamente, em uma seção entre Virar (DC) e Vaitarna (AC), onde o trem continua com o seu próprio impulso por cerca de 30 m através de uma seção de catenária não eletrica chamada de zona morta. [10] Todos Motores elétricos e EMU que operam nesta secção são necessariamente equipados com sistema duplo AC/DC (classificado como "WCAM" pela Indian Railways).

4. Sistema de sinalização


A Indian Railways faz uso de sinais com luzes coloridas, mas em algumas zonas remotas da operação, o antigo sistema de semáforos mecânicos e sinalização baseadas em discos (dependendo de posição ou cores) ainda são usados.[11] Com exceção de algunmas seções de alto tráfego em torno de grandes cidades e entroncamentos, a rede não utiliza sistemas de bloqueio automático. A segurança, portanto, depende totalmente da habilidade e vigilância do pessoal que operam os sinais individualmente e dos motoristas.

Em muitos lugares faz-se uso de iluminação multi-colorida, que em muitos lugares é controlada automaticamente. Existem três modos:[11]

* Sinalização de duas cores, que faz uso de uma lâmpada vermelha (em baixo) e uma verde (no topo).
* Sinalização de três cores, que faz uso de mais uma lâmpada âmbar (amarela) no centro.
* Sinalização de quatro cores (múltiplos), faz uso de quatro lâmpadas, a quarta, na cor âmbar, é colocada acima das outras três.

Sinais de múltiplas cores, proporcionando vários estágios intermédiarios de velocidade entre 'clear' e 'on', permitem que os trens de alta velocidade tenham tempo tempo suficiente para frenagem segura, se necessário. Isto se torna muito importante conforme a velocidade dos trens aumenta. Sem os sinais múltiplos, os sinais de parada devem ser colocados muito distantes para permitir dar ao trem distância suficiente para que o trem pare, isto reduz também utilização dos trilhos. Ao mesmo tempo, trens mais lentos também podem ser executados em conjunto sobre o trilho, fazendo uso dos sinais multiplos.

Os Semáforos fazem uso de um braço mecânico para indicar a condição da linha. Vários subtipos são utilizados:[11]

* Quadrante baixo de um aspecto
* Quadrante baixo de uma aspecto modificado
* Quadrante múltiplo alto de um aspecto
* Com uso de discos: Esse sinais são usados próximos de alavancas usadas na operação. São sempre de dois aspectos.


5. Unidades de produção

Locomotivas e vagões são produzidas nas seguintes localizações na Índia. .[5]

* CLW: A Chittaranjan Locomotive Works em Chittaranjan fabrica locomotivas elétricas.
* DLW: A Diesel Locomotive Works em Varanasi fabrica locomotivas a diesel.
* ICF: A Integral Coach Factory em Perambur fabrica vagões integrais. Estes são constituidos por um monocasco, e um piso como uma peça integral com um "chassi".
* RCF: A Rail Coach Factory em Kapurthala também fabrica vagões para Indian Railways.
* RWF: A Rail Wheel Factory em Yelahanka produz rodas e eixos.
* Outros: Algumas locomotives elétricas vem sendo fabricadas pela BHEL (Bharat Heavy Electricals Limited), e componentes para as locomotivas são fabricados em todo o país.

6. Classes de acomodação

Um trem padrão de passageiros contém muitos vagões de diferentes classes. A tabela a seguir lista as calasses em operação. Apesar de nem todas as classes poderem ser associadas a um nível.
Classe[14] Descrição[14][15]
1A A Primeira classe AC (First class AC): Esta é a classe mais cara, onde as tarifas são geralmente equivalente as de companhias aéreas. Leitos estão incluídos na tarifa em IR. Este tipo de vagão com ar condicionado está presente apenas nas rotas mais populares entre cidades metropolitanas, podem transportar 18 passageiros. O interior dos vagões é encarpetado, têm espaço de acomodações para dormir, alguns possuem inclusive compartimentos individuais.
2A AC-Duas fileiras ( AC two tier ): Vagões com ar condicionado e beliches, amplas compartimentos, cortinas e lâmpadas de leitura individuais. Os beliches são geralmente dispostos em duas fileiras em baias de seis, quatro no sentido da largura do vagão, em seguida, o corredor, e então, mais dois beliches longitudinalmente, com cortinas para dar alguma privacidade daqueles que passam pelo corredor. Os leitos estão inclusos com a tarifa. O Vagão de bitola larga pode transportar 48 passageiros.
FC Primeira Classe (First Class): O mesmo que 1AC, porém sem o ar condicionado. Essa classe não é muito comum.
3A AC três fileiras (AC three tier): Vagões com ar condicionado e beliches. Beliches são geralmente arranjadas com as de 2AC mas com três fileiras na largura e duas longitudinalmente resultando em oito baias, como anteriormente. Eles são ligeiramente menos bem arranjados, não costumam ser equipados com lâmpadas para leitura nem possuir corredores acarpetados. O leito está incluído com a tarifa. Suporta 64 passageiros, e utiliza a bitola larga.
CC AC carro de assento (AC chair car): Um vagão de assentos com ar condicionado, e um total de cinco assentos por fileira usado para viagens diurnas entre cidades.
EC Carro de assento de classe executiva (Executive class chair car): Um vagão de assentos com ar condicionado, e um total de quatro assentos por fileira usado para viagens diurnas entre cidades.
SL Classe dormitório (Sleeper class): A classe dormitório é a mais comum, normalmente, podem ser anexados até dez vagões. Estes são, regularmente, vagões dormitórios com três beliches verticalmente empilhados. Trens de bitola larga, que transporta 72 passageiros por vagão.
2S Classe de assento (Seater class): o mesmo que AC Carro de assento, mas sem sistema de ar condicionado.
G Geral (General): A acomodação mais barata, com assentos feito de madeira prensada. Os assentos não são garantidos e os bilhetes são emitidos geralmente duas horas antes da saída do trem. Esse vagões são geralmente muito lotados.


Exibições: 1792

Comentar

Você precisa ser um membro de Amantes Da Ferrovia para adicionar comentários!

Entrar em Amantes Da Ferrovia

Publicidade

Membros

Comunidades

Música

Carregando...

© 2014   Criado por Amantes da Ferrovia.

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

xg.tg = function () { var cookies = document.cookie.split(';'); var re = /^\s*xn_visitor=([^\s]*)/; var vc = ''; for (i in cookies) { if (!cookies.hasOwnProperty(i)) { continue } var match = re.exec(cookies[i]); if (match) { vc = match[1]; break; } } var image = new Image(); var user = vc + ',,amantesdaferrovia'; image.src = 'http://www22.glam.com/cTagsImgCmd.act?gname=ning_user&gvalue=' + user + '>id=5000059145&gcmd=setc&gexpires=604800&ord=' + Math.random()*1E16; }; xg.tg();